Manejo na entressafra protege lavouras e impulsiona safra em MT
Controle precoce de invasoras como capim-pé-de-galinha reduz banco de sementes no solo e garante maior rentabilidade aos agricultores.
Precipitações isoladas ocorridas recentemente em várias áreas do Cerrado, com destaque para o estado de Mato Grosso, geraram preocupação entre os agricultores locais. Mesmo durante o intervalo de vazio sanitário da soja, a presença de umidade estimulou a germinação e o crescimento de plantas invasoras, transformando o período atual em uma fase crucial para a execução do controle outonal.
A estratégia consiste em eliminar essas espécies antes do início do novo ciclo produtivo, atenuando a pressão de infestação sobre as culturas da soja e do milho. Organismos indesejados disputam recursos essenciais como água, luz e minerais, além de atrapalharem as atividades no campo, encarecerem os gastos operacionais e estimularem o aparecimento de linhagens resistentes aos defensivos agrícolas.
Entre as variedades que mais afligem os agricultores destacam-se a vassourinha-de-botão e o capim-pé-de-galinha, conhecidas pela forte capacidade adaptativa e pela complexidade de eliminação quando alcançam fases avançadas de crescimento. Conforme avaliações técnicas, a umidade atípica abriu uma janela oportuna, pois estimula a atividade metabólica das invasoras e otimiza a absorção dos produtos químicos aplicados.
Eliminar essas ameaças antes da maturação impede a formação de novas sementes e diminui os resíduos acumulados no solo, resultando em talhões mais limpos para a semeadura. O planejamento adequado, considerando o histórico de cada gleba e as condições do clima, assegura lavouras mais produtivas e rentáveis ao longo de todo o ano agrícola.















