Lei eleitoral adiou prisão de suspeito de matar professor em MT
A Polícia Civil apontou que a autoria do crime foi apurada rapidamente, porém o cumprimento da ordem de prisão aguardou o fim das restrições eleitorais.
A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu a identificação do principal suspeito pela morte de um professor em um prazo de três dias após o desaparecimento da vítima. Contudo, o mandado de prisão preventiva só foi cumprido após o encerramento das restrições impostas pela legislação eleitoral aos votantes.
O educador estava sumido desde o dia 26 de setembro, período em que deixou sua residência situada em um bairro de Várzea Grande. Os agentes de segurança reuniram os primeiros indícios que apontavam para o serralheiro entre os dias 29 e 30 do mesmo mês, conforme detalhado pelas autoridades policiais responsáveis pela apuração.
Apesar da rapidez na coleta de provas e análise de imagens de câmeras de segurança, o cumprimento da ordem judicial precisou aguardar o término do período de vedações legais para detenções, que abrange os dias anteriores e posteriores ao pleito. Com o fim dessa restrição, a equipe policial efetuou a abordagem do suspeito quando ele se deslocava para uma região turística do estado.
Durante o interrogatório, o investigado admitiu envolvimento no homicídio e apontou a existência de outros supostos participantes na ação criminosa. Os restos mortais da vítima foram localizados em uma zona de brejo no município várzea-grandense, após indicação fornecida pelo próprio detido aos investigadores.
O inquérito policial segue em andamento para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime e verificar o grau de envolvimento de terceiros citados pelo suspeito. A autoridade policial dispõe de prazo legal para concluir as diligências e encaminhar a investigação completa ao Poder Judiciário em Mato Grosso.















