Legado da cientista Carolina Joana da Silva em Mato Grosso
A trajetória da pesquisadora foi marcada pela dedicação ao Pantanal e formação de novos cientistas no estado.
A comunidade científica de Mato Grosso perdeu uma de suas maiores referências com o falecimento da pesquisadora Carolina Joana da Silva, aos 75 anos. Ao longo de sete décadas e meia de vida, ela dedicou seus esforços a decifrar a complexidade das áreas úmidas e a promover a preservação do Pantanal.
Sua atuação acadêmica ultrapassou as salas de aula tradicionais, alcançando a etnobiologia e a análise da relação entre populações locais e a biodiversidade. Na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e na Rede Bionorte, atuou como professora e orientadora, além de liderar o Conselho da Reserva da Biosfera do Pantanal.
Entre suas marcas na Unemat está a fundação do Mestrado em Ciências Ambientais em 2005, período em que esteve à frente da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. O trabalho de formação de novos mestres e doutores garantiu que sua influência acadêmica continue gerando frutos duradouros para a ciência regional.
O velório da cientista aconteceu na Capela Santa Rita, em Cuiabá, enquanto o sepultamento foi realizado em Santo Antônio de Leverger. A perda é sentida por colegas, alunos e familiares, que agora celebram uma vida inteira devotada ao entendimento e à defesa do meio ambiente.














