Justiça de Cuiabá mantém júri de ex-vereador Marcos Paccola

Magistrada garantiu acesso integral a provas e manteve o Tribunal do Júri marcado para o dia 17 de novembro, em Cuiabá.

Por Redação • 22/10/2026 15:50 • 4 acessos
Justiça de Cuiabá mantém júri de ex-vereador Marcos Paccola

A Justiça de Mato Grosso manteve o Tribunal do Júri marcado para o dia 17 de novembro, às 9h, em Cuiabá, para o julgamento do ex-vereador e tenente-coronel da Polícia Militar, Marcos Eduardo Ticianel Paccola. Ele é acusado de matar o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, de 41 anos, conhecido como “Japão”, em um caso ocorrido em julho de 2022 no bairro Quilombo. Ex-vereador Marcos Paccola será julgado pela morte do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa.

A decisão foi assinada pela juíza Cristhiane Trombini Puia Baggio, que também autorizou a inclusão de Mauro da Costa Ribas Júnior como testemunha de defesa, em substituição a Luciano Anechini Lara Leite. O Ministério Público havia se manifestado contra a troca, mas a magistrada entendeu que impedir o depoimento antecipadamente poderia comprometer o direito de defesa do réu.

Apesar de aceitar o pedido, a juiz esclareceu que Mauro será ouvido na condição de testemunha comum e não como testemunha técnica, conforme pretendiam os advogados. Na mesma decisão, foi determinado que a defesa tenha acesso integral a todos os elementos probatórios reunidos na investigação, incluindo materiais que não constam no sistema eletrônico da Justiça.

Entre os itens listados estão a pistola Canik TP9 V2, o celular da vítima, armas de fogo, projéteis, estojos de munição e mídias com gravações de estabelecimentos comerciais. A defesa também apresentou um pedido de suspeição contra a magistrada Mônica Catarina Perri Siqueira, que antes respondia pelo caso, alegando conflito com o advogado Cláudio Dalledone Júnior em virtude de uma reclamação no Conselho Nacional de Justiça.

Cristhiane Trombini não avaliou o mérito dessa solicitação e determinou o seu encaminhamento à própria Mônica Perri, a quem compete decidir inicialmente sobre a suspeição. O processo foi incluído no Programa Mais Júri da Corregedoria-Geral da Justiça, iniciativa voltada a dar celeridade a julgamentos pendentes, visto que o crime aconteceu há mais de quatro anos e a sessão passou por múltiplos reagendamentos.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Repórter MT e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

Primavera do Leste

Mato Grosso