Galvan critica emendas e aponta dependência em Mato Grosso
Candidato ao Senado afirma que modelo atual transforma gestores locais em dependentes de parlamentares em Brasília.
O candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan (Avante), manifestou forte oposição ao atual modelo de distribuição de verbas federais por meio de emendas parlamentares. Durante entrevista concedida à Rádio Capital FM, o político argumentou que a dinâmica vigente retira a autonomia financeira das administrações locais e submete os chefes dos executivos municipais a uma posição de subordinação perante deputados federais e senadores.
Para ilustrar sua crítica, o postulante ao cargo legislativo utilizou termos fortes para descrever a situação de prefeitos e vereadores que buscam verbas em Brasília. Na visão do candidato, as regras atuais forçam essas autoridades a mendigarem recursos financeiros para conseguir executar obras básicas e atender às solicitações cotidianas da comunidade em suas respectivas regiões.
Além de apontar a submissão política gerada pelas transferências, Galvan associou o mecanismo atual a desvios de conduta e ilicitudes na gestão pública. Segundo o político, o fluxo de dinheiro direcionado às cidades abriga grande parte dos esquemas de corrupção do país, citando a prática em que intermediários ou autoridades exigem a devolução de percentuais sobre os valores aplicados nos convênios.
Outro ponto destacado na entrevista diz respeito ao uso eleitoral das verbas repassadas. O candidato pontuou que, mesmo em cenários sem ilegalidades, a destinação de dinheiro cria laços de dependência política que comprometem a liberdade de escolha dos gestores municipais durante os pleitos eleitorais, impedindo que apoiem livremente outros candidatos de sua preferência.
Como solução para o impasse, a alternativa defendida envolve a reestruturação profunda do pacto federativo pelo Congresso Nacional. A proposta central consiste em elevar o volume de receitas entregues diretamente às prefeituras, garantindo que os centros urbanos disponham de caixa próprio suficiente para sanar suas demandas prioritárias sem precisar recorrer a gabinetes na capital federal.















