Fim da escala 6x1 é manobra eleitoral em MT, critica deputado
Parlamentar demonstra apoio ao setor empresarial do estado e argumenta que nova jornada de trabalho resultará em preços mais altos para os consumidores.
A discussão em torno do fim da escala de trabalho 6x1 ganhou novos contornos políticos em Mato Grosso, com críticas contundentes vindas de um representante da bancada federal do estado. Durante uma entrevista direcionada a lideranças empresariais, o deputado federal Nelson Barbudo classificou a proposta em análise no Senado como uma estratégia de cunho eleitoral articulada pela esquerda, alertando para os reflexos negativos que a alteração pode provocar na economia regional.
Segundo a avaliação do parlamentar, os estabelecimentos que operam em jornadas prolongadas, a exemplo de indústrias, centros de compras e redes de supermercados, enfrentarão dificuldades severas para se adequar. O deputado sustentou que a exigência de novas contratações para suprir a redução de carga horária vai inflar os gastos fixos e operacionais, culminando inevitavelmente no encarecimento de mercadorias e serviços para a população que consome nesses locais.
O político também defendeu maior flexibilidade nas negociações trabalhistas e argumentou que a intervenção estatal na rotina de empregados e empregadores prejudica a livre iniciativa. Para ele, as regras deveriam respeitar a autonomia de quem deseja produzir e obter ganhos proporcionais ao esforço dedicado, sem imposições rígidas por parte de Brasília que desconsiderem a realidade de cada segmento produtivo.
Ao finalizar seu posicionamento perante os empresários mato-grossenses, o parlamentar colocou sua estrutura de gabinete à disposição de entidades de classe e sindicatos locais. A proposta visa estreitar o diálogo com o Poder Legislativo para que o setor produtivo possa expor de forma direta os impactos práticos de decisões federais sobre o cotidiano de quem gera emprego e renda no estado.












