Filho de Wellington admite benefício tributário em empresas em MT
Empresas ligadas à família aparecem em cadastros estaduais, porém defesa aponta diferença entre renúncia tributária geral e incentivo direto.
A campanha eleitoral ao governo de Mato Grosso ganhou novos contornos após esclarecimentos públicos prestados por João Antônio Fagundes, filho do candidato Wellington Fagundes (PL). Ele veio a público para comentar a presença de empresas da família em cadastros estaduais de desonerações fiscais.
De acordo com o representante da família, as companhias Zootec e Raça Agronorte constam em registros oficiais com valores aproximados de um milhão de reais cada em reduções tributárias. Contudo, a defesa jurídica e política estruturou-se na diferenciação técnica entre o tratamento concedido de forma ampla a um setor econômico e o incentivo fiscal individualizado.
Segundo a explicação apresentada, os montantes vinculados às empresas tratam-se de renúncias não programáticas, que englobam mecanismos como a substituição tributária e a diminuição da base de cálculo do imposto. Para o grupo, tais prerrogativas estão acessíveis a qualquer negócio enquadrado nas mesmas normas setoriais vigentes no estado.
Além disso, o filho do candidato admitiu que a Zootec obteve aval para integrar o programa estadual Prodeic, voltado ao fomento de atividades produtivas, mas assegurou que o mecanismo jamais foi efetivamente utilizado. Conforme a argumentação, nenhum recurso relativo a esse programa específico foi sacado ou aproveitado pelas operações empresariais.
A controvérsia ganhou força na disputa política local após adversários exibirem documentos públicos para cobrar o cumprimento de uma promessa de renúncia feita por Wellington Fagundes caso familiares diretos fossem beneficiados. Enquanto os concorrentes apontam os registros como prova de vantagens fiscais, a família insiste que houve confusão proposital entre políticas gerais de tributação e incentivos diretos.














