Filha critica uso de R$ 200 mil do Estado para tratamento de réu em MT
A jovem apontou que o financiamento público da clínica particular para o engenheiro agrônomo representa um desrespeito às vítimas e à justiça.
A utilização de cofres estaduais para bancar a internação psiquiátrica de um réu preso por assassinato gerou revolta pública em Mato Grosso. A manifestação partiu de Caroline Fernandes, filha da empresária Gleici Keli Geraldo, morta a facadas aos 42 anos no dia 24 de junho de 2025.
De acordo com os apontamentos divulgados pela biomédica, o governo estadual já teria desembolsado mais de R$ 200 mil para cobrir os custos do tratamento de Daniel Frasson em uma unidade médica particular localizada na capital mato-grossense.
Através das redes sociais, Caroline classificou o repasse financeiro como um absurdo e questionou a validade do diagnóstico psiquiátrico atribuído ao engenheiro agrônomo. Para ela, a despesa arcada com verbas públicas equivale a patrocinar uma estadia confortável para um criminoso.
A contestação sobre a sanidade mental do réu ganhou força após a divulgação de gravações de câmeras de segurança pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda, que atua na defesa dos interesses familiares. Os registros mostram o suspeito circulando pelo imóvel, checando se os moradores dormiam, selecionando a arma do homicídio e tentando desativar o sistema de monitoramento minutos antes da agressão.
Diante das evidências visuais recolhidas antes do crime, parentes e representantes legais sustentam que a ação foi premeditada com o objetivo de obter controle sobre o patrimônio da vítima, descartando qualquer hipótese de surto psicótico. Na mesma ocasião em que a empresária perdeu a vida com 21 golpes de faca, a filha caçula do casal, na época com sete anos, também foi atingida por oito facadas, mas resistiu aos ferimentos após período de internação hospitalar.















