Corte em iluminação de condomínios gera desgaste em Cuiabá
Gestão municipal aponta ilegalidade no custeio de áreas privadas, enquanto moradores estudam medidas judiciais contra cobranças retroativas.
O chefe do Executivo municipal de Cuiabá, Abilio Brunini, reconheceu publicamente que a interrupção no custeio da iluminação de ruas particulares em condomínios fechados trará prejuízos à sua popularidade. As declarações foram feitas durante um encontro com administradores e moradores dos complexos residenciais afetados na capital mato-grossense.
Segundo a administração local, a manutenção de postes e redes elétricas localizadas no interior desses loteamentos com recursos públicos configuraria ato de improbidade administrativa. O gestor enfatizou que, apesar do impacto negativo na corrida eleitoral, optou por seguir estritamente o rigor da lei em vez de adiar a decisão.
A alteração teve início oficial quando a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos emitiu um comunicado à concessionária de energia Energisa, ordenando a exclusão dos sistemas desses locais da fatura coletiva do município. Além disso, permissões anteriores que autorizavam o repasse foram anuladas pela prefeitura.
Como reflexo da mudança, a concessionária responsável informou que realizará a readequação cadastral dos pontos, abrindo a possibilidade de cobrar dos condomínios o consumo acumulado nos últimos trinta e seis meses. A apuração dos valores ocorrerá por meio de levantamentos técnicos da carga instalada.
Em contrapartida, os residentes contestam a ordem e argumentam que já quitam a taxa de iluminação em suas guias individuais e nas taxas condominiais mensais. Diante do cenário, alguns empreendimentos já articulam ações judiciais para barrar tanto a interrupção do benefício quanto a exigência de pagamentos retroativos.















