Coronel Fernanda defende Lei do Feminicídio em Mato Grosso
Parlamentar rejeita qualquer possibilidade de enfraquecimento das normas de proteção e aponta lentidão na punição de agressores.
A discussão em torno da legislação de proteção às mulheres gerou um embate político envolvendo lideranças do estado de Mato Grosso. A deputada federal Coronel Fernanda posicionou-se firmemente contrária às declarações do deputado estadual Gilberto Cattani, que havia colocado em xeque a validade da tipificação penal específica para o assassinato de mulheres.
Durante manifestação pública sobre o tema, a parlamentar federal sustentou que a normativa atual é indispensável para garantir a segurança feminina. Argumentando a partir de sua formação em direito, a deputada pontuou que questionamentos sobre a validade da norma demonstram falta de familiaridade com o sistema jurídico vigente.
O atrito político ganhou força após o parlamentar estadual apoiar manifestações de outra figura política que questionava a existência do crime tipificado. Para justificar seu ponto de vista em solo mato-grossense, o deputado chegou a relembrar o homicídio de sua própria filha, ocorrido em meados de 2024 na cidade de Nova Mutum.
Em resposta, a representante no Congresso Nacional frisou que a bancada feminina e aliados mantêm o compromisso inegociável com a integridade das cidadãs. Segundo ela, qualquer tentativa de alterar ou enfraquecer o marco legal representará um retrocesso inadmissível para a sociedade.
Além de defender a vigência das normas protetivas, a parlamentar apontou deficiências na execução prática das punições. Ela cobrou do governo central medidas mais enérgicas e exigiu que o Poder Judiciário imprima maior velocidade nos julgamentos, garantindo que os agressores cumpram penas severas sem entraves burocráticos.















