Cobrança de votação salarial movimenta servidores judiciais em MT
Decisão judicial determina análise de veto na Assembleia Legislativa sob risco de multa diária ao presidente da Casa.
A liderança sindical do Poder Judiciário cobrou nesta quarta-feira, 9 de setembro, que o parlamento estadual execute imediatamente a ordem judicial que determina a inclusão em pauta da análise sobre o reajuste salarial dos servidores efetivos. O caso envolve a discussão em torno de um veto governamental ao índice de 6,8% pleiteado pela categoria.
Segundo a representação dos trabalhadores, a mesa diretora tentou manobrar a pauta para postergar a deliberação para o mês de outubro, após o período eleitoral. Diante da ausência do texto na pauta inicial, a entidade recorreu à Justiça para garantir o cumprimento da determinação emitida pela desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos na noite anterior.
A ordem estabelece que o tema seja debatido na sessão marcada para a tarde desta mesma quarta-feira. O descumprimento da determinação acarreta multa pessoal diária de R$ 50 mil ao presidente do Legislativo, com teto inicial estipulado em R$ 1 milhão, além de possíveis desdobramentos nas esferas cível e criminal.
Durante as cobranças, o movimento sindical enfatizou a exigência de que o processo ocorra de forma aberta e nominal. Para a categoria, o fim do voto secreto representa uma conquista jurídica consolidada, permitindo que o funcionalismo identifique claramente a postura de cada parlamentar em relação às demandas remuneratórias.
A movimentação ocorre em meio a críticas direcionadas à influência do Executivo estadual e à postura de parlamentares da base governista. A diretoria sindical reforçou que ordens judiciais devem ser integralmente cumpridas, classificando qualquer tentativa de resistência como uma afronta à harmonia institucional e um teste definitivo para o parlamento de Mato Grosso.















