Cármen Lúcia defende urnas e democracia em Cuiabá
Ex-presidente do TSE criticou o ceticismo em relação ao sistema eleitoral brasileiro e destacou a importância da confiança institucional.
A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia saiu em defesa do sistema eletrônico de votação brasileiro nesta terça-feira, dia 13 de outubro de 2026. Durante passagem pela capital do estado de Mato Grosso, a magistrada criticou a disseminação de dúvidas infundadas sobre a lisura do pleito presidencial e alertou para os riscos que o ceticismo institucional representa para o regime democrático.
O pronunciamento ocorreu nas dependências da Universidade Federal de Mato Grosso, situada em Cuiabá, no contexto da disputa do segundo turno das eleições presidenciais. Convidada para abrir a Semana do Conhecimento da instituição de ensino no Teatro Universitário, a ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral ministrou a palestra intitulada Ciência e Democracia: caminhos para a equidade.
Em sua explanação aos estudantes e acadêmicos presentes, a integrante da Suprema Corte enfatizou que o equipamento de votação pertence legitimamente à população do país. Ela lembrou que a segurança do mecanismo pode ser atestada por meio de procedimentos públicos de auditoria e testagem, rechaçando qualquer narrativa que tente invalidar a tecnologia utilizada nas eleições.
A jurista também resgatou um dado histórico mencionado pelo ex-presidente do tribunal eleitoral Carlos Velloso, apontando que o respaldo público ao sistema sofreu oscilações ao longo dos anos, mesmo diante da comprovada eficácia tecnológica. Para a magistrada, questionar decisões judiciais faz parte do jogo político, mas minar a credibilidade das regras fundamentais da república é prejudicial à convivência coletiva.
Além de abordar o processo eleitoral, a ministra destacou o valor transformador da educação na construção de uma sociedade consciente e livre. Ela concluiu reforçando que a democracia exige a garantia de direitos essenciais, solidariedade e condições dignas de sobrevivência para todos os cidadãos do estado e do país.













