Bens inusitados e saltos patrimoniais marcam chapa em Mato Grosso
Documentos entregues à Justiça Eleitoral revelam grandes variações financeiras e itens curiosos entre postulantes no estado.
A disputa eleitoral em Mato Grosso traz à tona declarações de bens que chamam a atenção pela diversidade de itens e pela evolução financeira dos candidatos. Integrantes da chapa do PSD registrar junto à Justiça Eleitoral um total de aproximadamente R$ 29,88 milhões em patrimônio acumulado entre os 23 nomes da legenda.
Entre os destaques está o deputado estadual Wilson Santos, que informou R$ 3,75 milhões em riquezas, montante superior em mais de oito vezes ao divulgado quatro anos antes. A maior parte dessa alta veio de um depósito em conta corrente que saltou consideravelmente no período. Outro caso expressivo é o do ex-prefeito Valter Kuhn, cujo patrimônio avançou de forma drástica em dez anos, concentrado majoritariamente em um imóvel residencial.
A lista de bens também reserva curiosidades específicas de outros concorrentes na cidade e no estado. O ex-vereador Renivaldo Nascimento incluiu na relação direitos ligados à prenhez de quatro fêmeas bovinas, além de veículos de luxo e uma lancha. Já o candidato Marcos Ribeiro registrou aportes financeiros associados a serviços de bitcoin, enquanto outros postulantes relataram possuir frotas de transporte rodoviário ou optaram por não declarar nenhum bem.
As informações financeiras fazem parte do processo obrigatório de registro de candidaturas na Justiça Eleitoral. Os montantes informados refletem os dados fornecidos pelos próprios políticos e servem de base para a fiscalização da transparência durante o pleito em andamento.















