Bens de candidatos ao Senado em MT chegam a R$ 67 milhões
Disputa pelas vagas no Congresso reúne nomes com patrimônios milionários e também candidaturas com bens mais modestos no estado.
A disputa pelas cadeiras do Senado Federal nas eleições do estado de Mato Grosso exibe uma ampla disparidade financeira entre os concorrentes ao cargo. Informações entregues à Justiça Eleitoral detalham os bens acumulados por cada um dos dez postulantes, revelando fortunas ligadas a empresas, participações societárias e extensas propriedades rurais.
No topo da lista de maiores fortunas está o ex-governador Mauro Mendes, filiado ao União, que registrou um montante de R$ 67,18 milhões. A maior fatia desse valor decorre de cotas empresariais na BIPAR Investimentos Ltda., além de imóveis e aplicações financeiras. Logo atrás aparece o empresário Antônio Galvan, do Avante, com R$ 46,3 milhões em bens, destacando-se ações em companhia do setor de etanol e maquinário agropecuário pesado.
Outros nomes também figuram na faixa milionária superior, como Beny Godoy, do Agir, que declarou R$ 20,24 milhões concentrados majoritariamente em glebas no campo. Já o coronel Darwin Salgado Germano, do Democrata, contabilizou R$ 2,66 milhões, enquanto Carlos Fávaro, do PSD, informou patrimônio de R$ 2,04 milhões. A lista segue com Janaina Riva, do MDB, somando R$ 1,22 milhão, e Margareth Buzetti, com R$ 1,13 milhão.
Na outra extremidade do levantamento patrimonial, as candidaturas com valores mais acessíveis pertencem a figuras conhecidas da política regional. O ex-governador Pedro Taques, do PSB, e o deputado federal José Medeiros, do PL, declararam quantias entre R$ 350 mil e R$ 360 mil, englobando participações advocatícias e imóveis urbanos. Por fim, o candidato Professor Nelson Ferreira, também do Agir, informou à Justiça Eleitoral não possuir nenhum bem em seu nome.














