Abilio prevê baixa renovação na Assembleia Legislativa em MT
Gestor municipal avalia que a configuração das chapas partidárias protege atuais parlamentares e dificulta a chegada de novas lideranças políticas.
A composição das chapas proporcionais formulada pelos partidos políticos para o pleito deste ano resultará em uma baixa taxa de renovação no Parlamento estadual, conforme avaliação do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. Durante declarações recentes, o chefe do Executivo municipal apontou que a dinâmica adotada pelas siglas na organização das candidaturas foi estruturada de maneira a blindar os atuais detentores de mandatos.
Segundo a projeção apresentada pelo prefeito, a proporção de novas caras na próxima legislatura deve oscilar entre 20% e 25%. Ele argumenta que a construção das alianças e o formato das nominatas acabaram por restringir a competitividade de postulantes estreantes, concentrando as chances de vitória nos nomes que já possuem mandato legislativo.
Como exemplo prático dessa configuração, o gestor citou legendas como o União Brasil, projetando que a sigla deve emplacar apenas um ou dois parlamentares, o que manteria nomes tradicionais na disputa interna e abriria espaço para pouquíssimas alterações. Dinâmica semelhante foi apontada em agremiações como Republicanos e MDB, onde a concentração de deputados com cadeira garantida dificulta o avanço de novos concorrentes.
Por fim, a análise indica que a falha na estratégia de distribuição de candidatos também afeta outras siglas menores. Partidos que possuem nomes viáveis, mas que eventualmente falhem em atingir o quociente eleitoral necessário, acabarão ficando sem representação, consolidando o cenário de restrição à entrada de novos parlamentares no Poder Legislativo.















