Setor madeireiro e Ibama discutem exportação via Cuiabá
Tratativas visam desafogar portos marítimos tradicionais e permitir a resolução prévia de pendências burocráticas no estado.
Dirigentes de entidades ligadas à cadeia produtiva florestal e autoridades ambientais se reuniram na última quinta-feira para debater novas alternativas logísticas voltadas ao comércio exterior no estado de Mato Grosso. O encontro teve como foco principal a utilização da infraestrutura do Porto Seco de Cuiabá nos trâmites de remessa internacional de produtos de madeira.
A iniciativa pretende diminuir a dependência de complexos portuários localizados em outras regiões do país, a exemplo de Santos, Paranaguá e Itajaí, que atualmente concentram grande parte do fluxo de mercadorias. A proposta foi avaliada por lideranças empresariais como um marco importante para conferir maior eficiência e agilidade aos negócios da cidade e do restante do território mato-grossense.
Entre as principais vantagens apontadas pelos dirigentes está a oportunidade de sanar eventuais entraves burocráticos diretamente em território estadual. Atualmente, divergências identificadas apenas na chegada aos terminais marítimos costumam gerar despesas elevadas com estadia de cargas e até o retorno dos materiais ao município de origem.
Com os trâmites fiscalizatórios concentrados na capital, a expectativa é estabelecer um diálogo mais próximo entre o setor produtivo e o órgão ambiental. Essa integração operacional promete trazer maior previsibilidade financeira e segurança jurídica para as companhias regionais que competem no mercado global.
As conversas englobam tanto materiais florestais comuns quanto espécies protegidas por acordos internacionais de controle comercial, a exemplo da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens in Perigo de Extinção. A articulação conjunta busca consolidar um modelo mais competitivo para a economia estadual.









