Projeto de rastreabilidade de madeira busca inovação em Mato Grosso

Iniciativa pioneira desenvolvida no estado visa aprimorar a identificação botânica de espécies como Ipê e Cumaru para atender exigências da CITES.

Por Redação • 17/09/2026 08:24 32 acessos
Projeto de rastreabilidade de madeira busca inovação em Mato Grosso

Entidades do setor produtivo florestal mato-grossense apresentaram na semana passada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis uma proposta de projeto pioneiro voltada ao aprimoramento da identificação e da rastreabilidade de espécies madeireiras comercializadas na região. O plano foi detalhado na sede do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso em um encontro que reuniu técnicos federais e dirigentes sindicais.

O planejamento estratégico busca estruturar mecanismos para atender às diretrizes recentes da Instrução Normativa número 28 de 2024 do órgão ambiental, além de reforçar o cumprimento das exigências estabelecidas pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção. O foco principal recai sobre três variedades de alta relevância comercial para o mercado externo: Ipê, Cumaru e Cedro-Rosa.

Para garantir maior segurança nas etapas de extração, processamento e despacho internacional, a estratégia prevê a criação de dois postos avançados equipados com xilotecas, que funcionarão como centrais de referência para análises anatômicas. Além disso, o programa contempla o treinamento técnico de profissionais encarregados de atestar a autenticidade do material botânico antes da comercialização.

A coordenação científica da iniciativa ficará a cargo de pesquisadores da Universidade Federal Rural da Amazônia e da Universidade do Estado de Mato Grosso, incluindo a participação de unidades acadêmicas situadas em municípios do interior mato-grossense. Líderes industriais destacam que o alinhamento preventivo com os órgãos fiscalizadores protege a reputação do manejo sustentável praticado na região.

Representantes do órgão ambiental federal avaliaram a proposta com otimismo durante as discussões e colocaram a instituição à disposição para analisar os termos de uma futura cooperação técnica. O debate também abrangeu reflexos de normativas estatísticas recentes que influenciam o licenciamento de áreas verdes, evidenciando a necessidade de manter canais abertos entre o empresariado e o governo para garantir o desenvolvimento econômico atrelado à preservação ambiental.

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