Médico em Cuiabá é alvo de 20 denúncias após morte em cirurgia

Novas denúncias contra médico em Cuiabá surgem após a morte de jovem durante procedimento de lipoescultura e implante de silicone.

Por Redação • 02/11/2026 08:21 • 12 acessos
Médico em Cuiabá é alvo de 20 denúncias após morte em cirurgia

Pelo menos 20 mulheres relataram complicações após passarem por procedimentos estéticos realizados pelo médico Euller Gustavo Préza, em Cuiabá. As denúncias ganharam grande repercussão após a morte de Lurdes Maria Padilha, de 24 anos, que sofreu uma parada cardíaca durante uma cirurgia plástica realizada pelo profissional na capital mato-grossense.

A jovem havia procurado o médico para colocar próteses de silicone nos seios e realizar uma lipoescultura. Apesar de todas as tentativas de reanimação realizadas pela equipe após a parada cardíaca registrada no centro cirúrgico, a paciente infelizmente não resistiu e veio a óbito.

Com a repercussão do caso fatal, outras pacientes começaram a vir a público para denunciar supostos erros e complicações decorrentes de cirurgias feitas pelo mesmo profissional. Entre os relatos está o de Arabie Folles, que contou ter procurado o médico em 2013 para realizar uma correção nas mamas.

Segundo a paciente, durante o procedimento na clínica onde o médico atendia na época, uma aplicação de anestesia local acabou perfurando uma das próteses de silicone. Outra mulher também relatou publicamente ter ficado com sérias deformidades nos seios e no abdômen após se submeter a intervenções estéticas com o mesmo cirurgião.

O caso também atraiu denúncias de outros estados, como o relato de uma mulher de São Paulo. Ela afirmou que procurou o profissional para melhorar a aparência do próprio umbigo, mas acabou ficando com uma grande cicatriz visível. De acordo com o depoimento, a região foi retirada e reconstruída sem o seu consentimento prévio.

Em meio às acusações, a qualificação profissional do médico passou a ser questionada publicamente. Embora ele possua registro regular no Conselho Regional de Medicina, as consultas apontam que Euller não tem especialidade médica registrada nem o Registro de Qualificação de Especialista.

O caso é atualmente investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso, em procedimento que ainda está em fase inicial de apuração. Em paralelo, o Conselho Regional de Medicina abriu uma sindicância para apurar a situação e informou que o profissional já responde a quatro processos éticos, cujos detalhes não foram divulgados por estarem sob sigilo legal.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Olhar Direto e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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