Barulho de araras gera briga e medidas protetivas em Cuiabá
Conflito entre moradores e responsável pelos animais escalou para ameaças em grupo de mensagens e terminou na Justiça.
A gritaria de araras em um condomínio de Cuiabá motivou uma intensa discussão entre moradores e culminou na emissão de ordens judiciais de restrição contra um advogado na capital. O barulho gerado pelas aves silvestres, que costumavam vocalizar no início da manhã e no fim da tarde, era alvo frequente de reclamações no grupo de mensagens do local.
O conflito ganhou contornos graves quando a advogada Silvana Alves de Souza, esposa de um delegado da Polícia Civil, criticou a presença dos animais e apontou que a espécie desrespeitava as normas internas do residencial. Outros residentes também relataram incômodo com o som persistente, apontando que nem mesmo a instalação de janelas com isolamento acústico havia solucionado o transtorno.
Acrescentado ao grupo para debater o assunto, o advogado responsável pelas aves rebateu as queixas e declarou que os animais não seriam retirados do local enquanto pendências ligadas aos dejetos de cães nas áreas comuns não fossem solucionadas. A troca de mensagens estendeu-se por várias horas e evoluiu para ofensas e ameaças.
Conforme os registros policiais, o profissional também teria debochado de uma magistrada que integrava as discussões e que posteriormente formalizou denúncia. Diante do cenário, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, atuando na Comarca Criminal da cidade, determinou a aplicação de medidas protetivas para resguardar a integridade da advogada envolvida no desentendimento.














