Amado Batista é multado em R$ 157 mil por desmatamento em Cocalinho
Sema apontou intervenção irregular em 157 hectares da Fazenda Esperança sem a devida licença ambiental.
O cantor Amado Batista foi alvo de uma autuação no valor de R$ 157 mil emitida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente devido a irregularidades ambientais identificadas em uma propriedade rural localizada no município de Cocalinho, em Mato Grosso. A penalidade decorre da supressão de vegetação nativa em uma extensão de 157 hectares situada na Fazenda Esperança, imóvel que possui mais de 10 mil hectares de extensão total.
A fiscalização que resultou na sanção administrativa ocorreu em agosto deste ano, durante as ações da Operação Amazônia. Equipes da Polícia Militar de Proteção Ambiental mobilizaram-se até o local após o recebimento de alertas de monitoramento por satélite enviados pela Coordenadoria de Fiscalização de Flora da pasta ambiental, que indicavam alterações suspeitas na cobertura vegetal da região de Cerrado.
Durante a vistoria na fazenda, os agentes localizaram galhadas, restos de vegetação e evidências de uso de maquinário pesado no terreno. Cruzando dados de imagens de satélite com as constatações em campo, o órgão ambiental concluiu que a área atingida estava em processo avançado de regeneração natural, exigindo autorização específica para qualquer tipo de intervenção, o que não foi apresentado pelo proprietário.
Além da penalidade pecuniária calculada com base na extensão danificada, a equipe técnica aplicou um termo de embargo na área afetada, impondo restrições de uso ao trecho autuado. O artista foi responsabilizado administrativamente na condição de dono do registro imobiliário, ficando obrigado a buscar a recomposição da vegetação original e a cumprir as demais exigências estipuladas pelo órgão fiscalizador.
O histórico de fiscalizações ambientais e trabalhistas envolvendo o músico registra outras ocorrências anteriores no estado e em território nacional. Em 2025, ele já havia assumido compromissos para recuperar Áreas de Preservação Permanente em outra fazenda na mesma cidade mato-grossense, além de figurar em registros oficiais de órgãos federais por pendências trabalhistas e autuações passadas.















