Etanol de milho impulsiona demanda por florestas plantadas em Mato Grosso
Crescimento da produção biocombustível no estado eleva a necessidade de biomassa florestal para atender o setor nos próximos anos.
A forte expansão do etanol de milho no cenário nacional tem redirecionado os holofotes para um novo componente estratégico: as florestas plantadas. A Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso levou recentemente um panorama detalhado sobre os desafios do segmento durante um encontro promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em Curitiba, reunindo líderes de todo o país para debater o futuro da cadeia produtiva.
As projeções que movimentam o setor apontam que a capacidade instalada de produção desse biocombustível no território brasileiro deverá saltar de 10,9 bilhões para 25,3 bilhões de litros até o final da década, representando mais do que o dobro do volume atual em um intervalo de apenas cinco anos.
No estado de Mato Grosso, essa aceleração industrial impacta diretamente a procura por biomassa florestal. Com o patamar atual de 8 bilhões de litros produzidos, o setor já demanda uma extensão territorial de 259 mil hectares dedicados à silvicultura para suprir as operações.
Caso as estimativas oficiais se confirmem e a produção estadual alcance a marca de 12 bilhões de litros até 2030, a área necessária para atender a demanda energética precisará saltar para 383 mil hectares. O cenário reforça a urgência de planejamento para acompanhar o ritmo acelerado da agroindústria.
A discussão central envolve a capacidade de adaptação da cadeia florestal para sustentar o crescimento sustentável da produção de biocombustíveis, garantindo o suprimento de matéria-prima sem comprometer o equilíbrio ambiental e o desenvolvimento regional.














