Padrasto tem prisão decretada por morte de criança em Primavera

Por Everton Plinio Martiny • 05/05/2026 20:20 499 acessos
Padrasto tem prisão decretada por morte de criança em Primavera

A Justiça de Mato Grosso determinou, na segunda-feira (04), a prisão preventiva de um homem acusado de estuprar e matar a própria enteada, uma criança de apenas três anos, no município de Primavera do Leste, a cerca de 243 quilômetros de Cuiabá. A decisão foi proferida durante audiência de custódia realizada por videoconferência pelo juiz plantonista Fernando Kendi Ishikawa, que acatou o pedido da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso e do Ministério Público do Estado de Mato Grosso para converter a prisão em flagrante em preventiva, com o objetivo de preservar a ordem pública.

O caso, que tramita sob sigilo por envolver menor de idade, provocou forte comoção social e mobilizou autoridades nas primeiras horas do último domingo. A investigação teve início após a Unidade de Pronto Atendimento acionar o Conselho Tutelar ao receber a criança já sem sinais vitais e com múltiplos hematomas pelo corpo. As tentativas de reanimação não tiveram sucesso, e o óbito foi confirmado ainda na unidade de saúde.

De acordo com informações preliminares apuradas pela polícia, o suspeito teria feito uma chamada de vídeo para a mãe da vítima alegando que a criança não acordava. Diante da situação, um terceiro foi acionado para auxiliar no transporte até a unidade médica. No entanto, durante o atendimento, os profissionais identificaram lesões graves e sinais evidentes de violência sexual, o que levou à imediata comunicação às autoridades.

O homem, identificado como Wanderson Cândido da Silva, possui antecedentes criminais e havia deixado o sistema prisional há cerca de dois meses, após cumprir pena por tráfico de drogas. Ele permanece detido e à disposição da Justiça, devendo responder por estupro de vulnerável qualificado pela morte, crime com penas que podem chegar a 40 anos de reclusão.

Durante as diligências, equipes da Polícia Civil realizaram perícia na residência da família, localizada no bairro Primavera III. O imóvel apresentava condições consideradas insalubres, com indícios de negligência e falta de higiene. No local, foram recolhidas evidências relevantes para o inquérito, incluindo roupas íntimas com manchas de sangue, lençóis sujos e outros objetos que reforçam a suspeita de violência continuada.

Outra criança, de seis anos, que também vivia na casa, foi retirada do local por determinação do delegado Honório Neto, com apoio do Conselho Tutelar, e encaminhada aos cuidados do pai biológico. A Polícia Civil segue investigando se havia histórico de maus-tratos e negligência no ambiente familiar.

A mãe da vítima foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos. Após o depoimento, ela foi liberada, mas continua sendo investigada para apurar possível omissão diante de sinais de abuso. O inquérito prossegue sob responsabilidade da Polícia Civil, que busca reunir todos os elementos para a responsabilização criminal do acusado.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Mídia News e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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