Empresária de Primavera do Leste continua presa por morte de advogado
Magistrado do Tribunal de Justiça rejeitou pedido liminar em habeas corpus protocolado pelos advogados da suspeita.
A empresária e produtora rural Julinere Goulart Bentos continuará reclusa preventivamente, conforme decisão proferida pelo Poder Judiciário estadual. O desembargador Gilberto Giraldelli, integrante da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), rejeitou um pedido liminar em habeas corpus ajuizado pelos representantes legais da investigada.
A apuração conduzida pelo Ministério Público aponta a moradora de Primavera do Leste como uma das supostas mandantes do assassinato de Renato Gomes Nery. O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no estado (OAB-MT) foi executado a tiros em julho de 2024, na cidade de Cuiabá. Tanto a suspeita quanto seu cônjuge, César Jorge Sechi, negam qualquer envolvimento no crime.
O novo pleito por liberdade havia sido protocolado pela defesa em 15 de setembro. O argumento central apresentado pelos advogados fundamentava-se na alegação de excesso de prazo na tramitação judicial, destacando principalmente a ausência de julgamento para o recurso interposto contra a decisão que encaminhou a ré ao Tribunal do Júri.
Mesmo com os argumentos apresentados para tentar viabilizar a soltura, o magistrado responsável pela análise manteve a constrição cautelar. A decisão reforça o entendimento pela continuidade da prisão enquanto o processo principal e os recursos correlatos seguem seu curso regular nas instâncias competentes.
O caso segue mobilizando os meios jurídicos locais devido à repercussão do homicídio da liderança da advocacia mato-grossense. As etapas seguintes do processo definirão os desdobramentos sobre a ida ou não da acusada ao julgamento popular pelo Tribunal do Júri.














