Abilio diverge de deputada e defende rigor em estatísticas de Cuiabá

Gestor municipal pontuou a relevância de distinguir crimes passionais, execuções de facções e homicídios motivados por gênero.

Por Redação • 06/10/2026 18:27 • 14 acessos
Abilio diverge de deputada e defende rigor em estatísticas de Cuiabá

O prefeito da capital mato-grossense, Abilio Brunini, pontuou nesta terça-feira (6) que a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano se equivocou ao negar a existência do feminicídio. Embora tenha confirmado a validade legal desse tipo de crime, o gestor municipal defendeu uma separação mais rigorosa entre homicídios decorrentes de gênero, desentendimentos passionais e execuções ligadas ao tráfico de drogas na cidade e no estado.

Eduarda Campopiano, de 23 anos, alcançou expressiva votação no último domingo (4) no estado de São Paulo, somando quase dois milhões de sufrágios válidos, e adota bandeiras antifeministas em sua trajetória pública. Em manifestações anteriores, a parlamentar questionou a validade conceitual do assassinato direcionado a mulheres.

Ao analisar o posicionamento da correligionária, o prefeito avaliou que houve uma falha de comunicação ao tentar separar mortes exclusivamente motivadas pelo machismo daquelas impulsionadas por traições ou ciúmes. Para ilustrar o raciocínio, o político mencionou situações passionais para exemplificar a complexidade na apuração das motivações por trás dos homicídios.

O gestor também chamou atenção para execuções decorrentes da atuação de organizações criminosas, citando dívidas de entorpecentes ou quebra de diretrizes do narcotráfico como fatores determinantes em óbitos femininos. Na visão dele, englobar todas as ocorrências sob o mesmo rótulo penal prejudica a precisão dos dados estatísticos e a correta aplicação das leis vigentes no país.

Desde o mês de outubro de 2024, a legislação brasileira categoriza o feminicídio como um delito autônomo dentro do Código Penal. A norma abrange o extermínio de mulheres em contextos de violência doméstica ou quando há menosprezo e discriminação à condição feminina, tornando fundamental a precisão na investigação policial.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Estadão MT e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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