USDA impulsiona milho e limita alta da soja em Mato Grosso
Divulgação do departamento americano de agricultura altera cotações internacionais e traz cautela para produtores rurais.
A publicação do boletim de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) provocou uma virada de cenário no mercado internacional de grãos, impactando diretamente as projeções para o setor produtivo em Mato Grosso. A principal alteração observada foi o suporte técnico obtido pelo milho, impulsionado pela retração nos estoques finais e na produtividade norte-americana, fatores que reduziram a disponibilidade do cereal.
De acordo com análises especializadas do setor, o balanço de oferta e demanda do milho nos Estados Unidos apresentou uma relação entre estoque e uso que passou de onze por cento para dez vírgula doze por cento. Essa contração evidenciou um mercado mais enxuto no exterior, o que repercutiu positivamente nas cotações tanto na bolsa de Chicago quanto na B3, dando novo fôlego ao cereal.
Em contrapartida, o complexo da soja encontrou obstáculos para firmar uma trajetória de valorização consistente. Embora tenha ocorrido uma diminuição na produtividade das lavouras norte-americanas, o impacto positivo dessa quebra acabou anulado pela expansão da área colhida e pelo volume global da colheita no país estrangeiro. Além disso, a estabilidade projetada para as compras chinesas manteve os valores limitados.
Diante desse contexto global, a recomendação para os agricultores da região permanece pautada pela prudência. No caso da oleaginosa, novas oscilações dependem de fatores como a confirmação de quebras adicionais no exterior ou um incremento na demanda asiática. Já para o cereal, embora os fundamentos externos tenham apresentado melhora, variáveis como a taxa de câmbio e a dinâmica das vendas externas continuam ditando o ritmo da comercialização interna.









