Troca partidária custou vaga a Botelho na ALMT em MT

Cálculo mostra que votação expressiva asseguraria cadeira caso o parlamentar tivesse permanecido na antiga sigla.

Por Redação • 08/10/2026 16:33 • 3 acessos
Troca partidária custou vaga a Botelho na ALMT em MT

A movimentação partidária realizada antes do pleito de 2026 provocou reviravoltas na composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Cálculos baseados na distribuição de sufrágios demonstram que o deputado estadual Eduardo Botelho asseguraria a continuidade no parlamento estadual caso tivesse continuado filiado ao União Brasil.

Apesar de ter atraído 37.359 eleitores e figurar como o décimo quinto concorrente com maior apelo popular no estado, o político terminou como principal suplente pelo MDB. A nova legenda garantiu assentos para Dr. João, Leo Bortolin e Thiago Silva, deixando o parlamentar fora da bancada titular.

O panorama seria totalmente distinto caso os mesmos votos fossem computados na federação formada por União Brasil e PP. Naquela simulação, o grupo político asseguraria assentos, permitindo que Botelho assumisse a segunda vaga da coligação, superando outros concorrentes na disputa.

Por outro lado, o levantamento também analisou a situação de Paulo Araújo, que obteve 30.338 votos. A simulação aponta que, mesmo se o político tivesse permanecido em sua antiga legenda, o volume de sufrágios não seria suficiente para assegurar uma cadeira na nova legislatura.

Caso ambos os parlamentares tivessem mantido suas filiações originais, a federação partidária teria ampliado sua representatividade no parlamento estadual. A configuração demonstrada pelos números reforça o impacto decisivo que as estratégias de migração de partido exercem sobre o resultado das urnas no estado.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Estadão MT e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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