Santos é condenado a pagar R$ 18 milhões ao Cuiabá em MT
Decisão da CBF envolve a transferência do zagueiro Joaquim e acumula passivos de equipes brasileiras que ultrapassam R$ 40 milhões.
A Câmara Nacional de Resolução de Disputas da CBF determinou que o Santos Futebol Clube realize o pagamento de R$ 18.616.377,46 ao Cuiabá. A obrigação financeira decorre da aquisição do zagueiro Joaquim, ocorrida em fevereiro de 2023, além da participação do clube na revenda do atleta para o Tigres, do México, sendo que o débito inicial sofreu renegociações que não foram cumpridas integralmente.
Após acordo para facilitar a quitação, o time paulista honrou apenas a primeira de cinco novas parcelas estipuladas, motivando o acionamento do tribunal esportivo em maio de 2025. O processo levou dezesseis meses até o desfecho da sentença. A diretoria do Dourado informou que aguarda a quitação imediata, ressaltando que decisões judiciais não suprem a necessidade de fluxo de caixa para honrar folhas salariais.
O clube paulista ainda tem direito de recorrer da decisão no Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem. A instituição mato-grossense sinalizou insatisfação com possíveis manobras processuais voltadas a postergar a obrigação financeira, citando precedentes envolvendo cobranças internacionais na FIFA onde o pagamento só ocorreu após punições de transferência.
O cenário de inadimplência no futebol nacional afeta diretamente o planejamento da equipe na reta final do Campeonato Brasileiro, somando créditos pendentes que superam a marca de R$ 40 milhões em valores devidos por diferentes agremiações do país. Conforme nota oficial divulgada pelo clube, o problema financeiro decorre de acordos firmados por terceiros e não honrados, e não de falhas administrativas internas.
Por fim, a gestão cobrou maior rigor na execução das decisões das entidades esportivas nacionais, equiparando a celeridade à cobrança internacional. A diretoria reforçou que seguirá utilizando todos os instrumentos regulamentares disponíveis para reaver os recursos financeiros pendentes com os devedores do esporte.















