Ranalli critica plano de Medeiros para suspender operações policiais em MT
Parlamentar argumenta que a medida concederia imunidade a criminosos interessados em disputar cargos públicos.
A discussão em torno de uma proposta legislativa para suspender diligências policiais contra candidatos nos seis meses antecedentes ao pleito movimentou o cenário político de Mato Grosso. A iniciativa partiu do deputado federal José Medeiros e rapidamente encontrou resistência pública dentro do próprio espectro político estadual.
O vereador por Cuiabá, Rafael Ranalli, manifestou oposição severa à ideia e afirmou publicamente que a medida abriria margem para proteções indevidas. Como policial, o parlamentar municipal sustentou a inviabilidade de paralisar investigações e ações de segurança pública por motivos eleitorais, destacando que a regra transformaria candidaturas em salvos-condutos.
A articulação do deputado federal ganhou repercussão após a deflagração da Operação Heritage pela Polícia Federal, que teve como alvo o ex-governador Mauro Mendes, candidato ao Senado e oponente político de Medeiros. Ao justificar a necessidade da proposta, o parlamentar federal alegou que ações policiais em vésperas de votação geram impactos desproporcionais sobre chapas e coligações inteiras, além de questionar a coincidência temporal da ação policial.
Em contrapartida, Ranalli ironizou os possíveis desdobramentos da regra caso ela venha a ser adotada no país. Para o vereador, a imunidade temporária incentivaria indivíduos marginais a registrarem candidaturas unicamente para escapar da atuação policial, classificando a sugestão como um equívoco que compromete o combate à criminalidade.














