Preso na PCE é alvo por golpe da novinha em MT
Mesmo recluso na Penitenciária Central do Estado, suspeito de 29 anos continuava praticando crimes virtuais e ameaçando vítimas para obter dinheiro.
Um homem de 29 anos, já detido na Penitenciária Central do Estado (PCE), foi alvo de um mandado de prisão preventiva em Mato Grosso nesta quarta-feira (20), após ser investigado por aplicar golpes conhecidos como “golpe da novinha” ou sextorsão. A ação foi realizada pela Polícia Civil, que identificou que o suspeito continuava cometendo crimes de dentro da unidade prisional.
Segundo a Delegacia Especializada de Repressão de Crimes Informáticos (DRCI), o detento utilizava a prática criminosa para extorquir vítimas após supostas conversas íntimas. No esquema, as pessoas eram ameaçadas com a divulgação de imagens e conteúdos privados caso não realizassem pagamentos em dinheiro. O investigado segue recluso na PCE.
O mandado foi expedido pela 2ª Vara Criminal de Águas Claras após o avanço das investigações sobre crimes de estelionato relacionados à sextorsão. O suspeito foi localizado dentro da Penitenciária Central do Estado, onde equipes da DRCI cumpriram a nova ordem judicial na tarde desta quarta-feira.
As apurações apontam que o criminoso continuava operando o esquema mesmo preso. O chamado “golpe da novinha” geralmente começa por meio de aplicativos de mensagens ou redes sociais, onde a vítima é induzida a conversas íntimas e depois passa a ser ameaçada para realizar transferências financeiras.
O delegado Sued Dias Júnior, titular da DRCI, orientou a população a desconfiar de ameaças recebidas por aplicativos e evitar qualquer pagamento sem antes confirmar a veracidade da situação.
De acordo com o delegado, esse tipo de crime costuma gerar prejuízos financeiros e também impactos emocionais nas vítimas. A recomendação é procurar imediatamente a Polícia Civil ao perceber qualquer tentativa de extorsão ou chantagem virtual.
O caso reforça o alerta sobre crimes cibernéticos em Mato Grosso, especialmente golpes de extorsão praticados por meio de aplicativos de mensagens. As autoridades têm intensificado investigações para combater organizações e suspeitos envolvidos nesse tipo de ocorrência.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis participantes do esquema criminoso.












