Pivetta reconhece déficit na PM e quer mudança na lei em MT
Durante entrevista, candidato à reeleição apontou que extensão territorial dificulta cobertura e destacou investimentos em videomonitoramento.
O governador Otaviano Pivetta reconheceu publicamente a escassez de agentes na Polícia Militar de Mato Grosso e defendeu a revisão da legislação para ajustar o quadro de pessoal. Durante sabatina no Jornal do Meio-Dia, transmitido pela TV Vila Real, o chefe do Executivo estadual abordou os desafios logísticos e operacionais enfrentados pela segurança pública regional.
Questionado sobre levantamentos que colocam o território mato-grossense entre os estados com menores taxas proporcional de policiais, Pivetta confirmou o problema. Segundo o gestor, a administração pública planeja integrar cerca de mil novos servidores ainda neste ano, o que deve elevar a proporção para um policial a cada quinhentos habitantes.
Apesar da convocação prevista, o governador argumentou que a vasta extensão geográfica somada à baixa densidade demográfica em certas regiões complica a distribuição constante do contingente. Diante disso, ele sustentou que a lei complementar que fixa o limite de agentes precisa ser atualizada para refletir o cenário real do país e do Estado.
Por outro lado, Pivetta ponderou que a repressão à criminalidade organizada não se resume exclusivamente à quantidade de agentes nas ruas. Na visão do candidato à reeleição, o emprego de ferramentas de inteligência e o aporte em tecnologia representam pilares cruciais para potencializar o trabalho ostensivo e investigativo das corporações policiais.
Como parte dessa estratégia tecnológica, o governo estadual já implementou quinze mil dispositivos de videomonitoramento e planeja instalar outras trinta mil câmeras ao longo dos próximos dois anos. Para a gestão, a união entre efetivo adequado e inovação digital é o caminho indispensável para conter a criminalidade em solo mato-grossense.














