Nova regra federal libera doação de sangue após 70 anos em MT
Atualização na legislação nacional beneficia doadores habituais no estado, eliminando o limite de idade mediante avaliação médica favorável.
Moradores de Mato Grosso que possuem o hábito de doar sangue ganharam uma nova diretriz federal para estender sua contribuição solidária. A partir de outubro, a legislação que rege a hemoterapia no país passou a permitir que indivíduos com mais de setenta anos permaneçam participando dos estoques de bancos de sangue, desde que possuam histórico prévio na atividade e apresentem plenas condições de saúde.
Anteriormente, o sistema exigia o encerramento definitivo das coletas assim que o voluntário atingia a marca de setenta anos, além de impor que o primeiro ato de doação ocorresse obrigatoriamente antes dos sessenta. Com a nova determinação do Ministério da Saúde, essa barreira etária máxima deixa de existir para os veteranos, que passam a depender unicamente da aprovação em uma avaliação médica rigorosa realizada pelo próprio serviço de atendimento.
Apesar da flexibilização para a faixa etária avançada, os requisitos básicos continuam rigorosos para a segurança dos procedimentos realizados na cidade e em todo o estado. Os interessados em ingressar na causa precisam ter idade mínima de dezesseis anos, registrar peso igual ou superior a cinquenta quilos, apresentar documento oficial com fotografia e comparecer bem alimentados. Menores de idade, especificamente com dezesseis e dezessete anos, seguem obrigados a entregar um termo de consentimento assinado pelos responsáveis legais.
Para a população entre sessenta e sessenta e nove anos que deseja iniciar agora, a norma estipula que o primeiro cadastramento precisa ter acontecido antes do limite dos sessenta. Já o volume extraído em cada atendimento permanece restrito a um máximo de quatrocentos e cinquenta mililitros, garantindo a integridade física do participante sem comprometer o ritmo das coletas.
O controle sobre a frequência dos repasses também continua inalterado para salvaguardar a saúde dos doadores. Homens mantêm o teto de quatro participações anuais, enquanto mulheres podem realizar até três doações dentro de um intervalo de doze meses, respeitando sempre os prazos mínimos determinados para a recuperação plena do organismo.














