Max Russi aponta Senado como único capaz de agir sobre STF em MT
Deputado estadual avalia que Executivo e Câmara não têm prerrogativa para mediar crise e cobra postura firme da Casa Alta.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), avaliou durante pronunciamento na quarta-feira (09) que a crise institucional envolvendo membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master exige uma intervenção direta do Senado Federal. Para o parlamentar, a imagem da Suprema Corte sofre um desgaste evidente que prejudica a confiança pública nas instituições do país.
Russi destacou que a opinião pública anseia por respostas, mas ressaltou que nem o chefe do Executivo federal, Luiz Inácio Lula da Silva, nem os deputados federais possuem prerrogativa jurídica para adotar as medidas cobradas pela população. Na visão do dirigente do legislativo estadual, o peso dessa responsabilidade recai exclusivamente sobre os senadores, apontados por ele como a última esperança para solucionar o impasse atual.
Durante sua declaração, o deputado enfatizou que o princípio da igualdade perante a lei deve valer para qualquer cidadão, independentemente de ocupar cargos de alto escalão, como ministros e parlamentares, ou atuar no setor privado. Conforme o político, atos ilícitos cometidos por qualquer indivíduo exigem rigor e julgamento adequado, uma vez que a sociedade brasileira reprova a impunidade.
O parlamentar ainda comparou o momento histórico vivido pela política nacional com sua própria trajetória à frente da Casa de leis estadual, pontuando que a omissão diante de fatos graves deixa marcas perenes na biografia dos homens públicos. Segundo o chefe da ALMT, a história cobrará o posicionamento das lideranças atuais, especialmente daqueles que ocupam posições de comando no Congresso Nacional.
As investigações em curso têm colocado o Poder Legislativo, o Judiciário e demais esferas sob forte escrutínio da opinião pública, gerando um ambiente de instabilidade generalizada. A cobrança por medidas efetivas por parte dos órgãos de controle permanece no centro do debate político estadual e nacional.















