Justiça determina retirada de araras de condomínio em Cuiabá

Magistrado impõe restrições rigorosas e prazos para cumprimento da ordem em área residencial no estado de Mato Grosso.

Por Redação • 09/10/2026 15:43 • 5 acessos
Justiça determina retirada de araras de condomínio em Cuiabá

A Justiça determinou a remoção imediata de um criadouro de araras instalado em um condomínio residencial de alto padrão localizado em Cuiabá, no estado de Mato Grosso. A ordem foi emitida após uma longa disputa de vizinhança que envolveu reclamações sobre barulho excessivo, descumprimento de normas condominiais e desentendimentos acalorados entre os moradores.

A controvérsia judicial teve início quando moradores registraram queixas sobre a presença de aves de médio porte mantidas em um corredor lateral de uma residência, posicionadas estrategicamente perto da janela de um quarto. Conforme os relatos apresentados nos autos, os animais emitiam sons intensos em período integral, prejudicando o descanso e provocando um clima de animosidade na comunidade interna do local.

O magistrado responsável pelo caso destacou na sentença que a manutenção dos animais silvestres infringe tanto o regimento interno do residencial, que restringe a presença de bichos domésticos de pequeno porte, quanto normas ambientais federais e estaduais que classificam as araras como fauna silvestre. Diante disso, foi concedida tutela de urgência para restabelecer a tranquilidade dos demais residentes da cidade.

Além da retirada das aves no prazo de quarentena estipulado pela Justiça sob pena de multa diária, a decisão impôs proibições severas aos tutores. Entre as determinações constam a proibição de permanecer parados em frente ao imóvel dos reclamantes com intuito de monitoramento, bem como a restrição absoluta de publicar mensagens ofensivas ou imagens de veículos e da casa em aplicativos de mensagens e redes sociais.

O litígio ganhou contornos ainda mais graves com episódios de intimidação registrados por câmeras de segurança e discussões acaloradas em um grupo de conversa dos moradores. As divergências geraram medidas protetivas e sanções legais na esfera cível e criminal, evidenciando o desgaste na convivência dentro do condomínio situado em solo mato-grossense.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Repórter MT e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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