Júlio Campos afasta voto em Pivetta mas projeta base na ALMT
Parlamentar justificou racha político no União Brasil e destacou que comportamento futuro dependerá das diretrizes partidárias na Assembleia.
O cenário político no estado de Mato Grosso ganhou novos contornos após declarações do deputado estadual e ex-governador Júlio Campos. Durante entrevista coletiva concedida na última segunda-feira, antes das festividades de sete de setembro, o parlamentar revelou que não pretende apoiar Otaviano Pivetta na corrida eleitoral ao governo estadual.
Apesar do afastamento na disputa majoritária, em que o grupo político local caminha ao lado de Wellington Fagundes, Campos deixou em aberto a possibilidade de sustentação institucional ao futuro gestor. Segundo o parlamentar, caso ambos saiam vitoriosos nas urnas, a convivência e a atuação na Assembleia Legislativa poderão seguir pelo caminho da cooperação em prol do estado.
O distanciamento momentâneo na cidade e na política estadual decorre de desentendimentos internos ocorridos no interior do União Brasil. A tentativa do senador Jayme Campos, irmão do deputado, de encabeçar a chapa governista acabou derrotada internamente, gerando atritos com a ala ligada ao ex-governador Mauro Mendes, que liderou o apoio a Pivetta.
Questionado diretamente sobre as preferências para a chefia do Executivo estadual, o parlamentar preferiu não aprofundar o embate direto, mas reconheceu que as correntes políticas encontram-se em polos opostos neste momento da campanha eleitoral. A despeito disso, o deputado reforçou seu histórico de disciplina partidária e alinhamento institucional.
Por fim, Júlio Campos pontuou que eventuais composições na esfera legislativa dependerão estritamente das diretrizes estabelecidas pela própria legenda partidária. O parlamentar recordou que votou favoravelmente a todas as matérias enviadas pelo Executivo no período anterior, indicando que a atuação parlamentar seguirá pautada por critérios administrativos caso retorne ao cargo no próximo ano.















