Instalação de placa e projetos geram críticas em Chapada dos Guimarães
Excesso de intervenções urbanas e sinalizações desproporcionais ameaçam a harmonia visual de um dos principais cartões-postais de Mato Grosso.
A instalação de uma placa de grandes proporções em um dos principais mirantes da rodovia MT-251 reacendeu o debate sobre o impacto visual de intervenções na paisagem de Chapada dos Guimarães. O registro fotográfico feito por profissionais do turismo local evidenciou o contraste entre a estrutura de sinalização e os paredões de arenito, considerados um dos maiores patrimônios naturais do estado de Mato Grosso.
O descontentamento com as mudanças na região não se restringe à nova placa. O setor turístico acumula perdas econômicas e operacionais ao longo dos últimos dois anos, período marcado por interdições e impasses em trechos estratégicos como o Portão do Inferno. Hotéis, pousadas, restaurantes e guias de turismo relatam quedas expressivas na movimentação de visitantes e na receita de trabalhadores locais.
Além das restrições de tráfego, novos projetos previstos para a área, incluindo a possível instalação de estruturas metálicas de grande porte na região da cachoeira Véu de Noiva, intensificam o temor de novas cicatrizes na natureza. Moradores e especialistas apontam que as decisões administrativas frequentemente ignoram o conhecimento prático de quem atua diariamente no atendimento aos visitantes.
Diante desse cenário, entidades e defensores da preservação cobram maior rigor dos órgãos fiscalizadores e maior participação da sociedade civil nas deliberações sobre o futuro da cidade. A exigência é de que o planejamento urbano e turístico priorize a conservação da experiência paisagística, garantindo que o desenvolvimento econômico caminhe lado a lado com a proteção ambiental.











