Gilberto vê viés político em CPI em MT
Candidato a deputado estadual pondera que apuração tardia gera desconforto, mas confia em condução técnica.
A criação de uma comissão parlamentar de inquérito voltada a apurar ações da administração pública durante o período crítico da emergência sanitária pode sugerir interesses eleitorais, conforme avaliou o ex-secretário estadual Gilberto Figueiredo. Candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, ele questionou o intervalo de quase seis anos entre o ápice da crise sanitária e o início das averiguações.
Apesar da ponderação sobre o timing da investigação, Figueiredo ressaltou confiar na promessa de imparcialidade feita pelo deputado Wilson Santos, dirigente da comissão. O ex-gestor da pasta de saúde garantiu estar plenamente disposto a colaborar e fornecer todas as respostas exigidas pelos parlamentares.
O político admitiu que a situação gera constrangimento perante a opinião pública, sobretudo por coincidir com o período de campanha eleitoral. Ele recordou que as medidas adotadas no auge da crise global foram decididas em conjunto com uma equipe técnica e sob forte pressão operacional.
Questionado sobre eventual perseguição, o candidato descartou essa hipótese e reconheceu que fiscalizar atos do executivo faz parte das prerrogativas do parlamento estadual. Ao final, ele enfatizou o orgulho pelas realizações alcançadas durante sua gestão à frente da Secretaria de Estado de Saúde.















