Facção é alvo após tortura de trabalhadores em Pedra Preta

Investigação revelou que vítimas foram mantidas em cárcere e agredidas após serem confundidas com integrantes de um grupo rival por causa de sua origem.

Por Everton Plinio Martiny • 23/06/2026 18:03 • 714 acessos
Facção é alvo após tortura de trabalhadores em Pedra Preta

A prisão de suspeitos envolvidos em um caso de tortura mobilizou forças de segurança em Pedra Preta, em Mato Grosso. A ofensiva, denominada Operação Ruptura, foi desencadeada após a descoberta de um esquema criminoso que utilizava violência e intimidação para impor medo entre moradores e trabalhadores da cidade.

O caso veio à tona depois que três homens, recém-chegados ao município para assumir funções em uma empresa privada, denunciaram terem sido sequestrados e agredidos por integrantes de uma facção criminosa. As vítimas, com idades de 41, 21 e 18 anos, haviam chegado a Pedra Preta no dia 16 de junho, vindas de Jataí, em Goiás, e são naturais do Maranhão.

Segundo as investigações, poucas horas após desembarcarem na cidade, os trabalhadores foram abordados por criminosos que passaram a suspeitar, sem qualquer comprovação, de ligação com uma organização rival. A desconfiança teria surgido apenas em razão da origem das vítimas.

Os homens foram levados para uma residência localizada no bairro Vila Garça Branca, onde permaneceram sob o controle dos suspeitos durante várias horas. No local, sofreram agressões físicas e ameaças constantes, em um episódio que configurou o crime de tortura.

Após conseguirem deixar o imóvel, os trabalhadores buscaram atendimento médico e registraram a ocorrência. A denúncia permitiu o início imediato das diligências, que incluíram depoimentos, análise de imagens e levantamento de provas para identificar os envolvidos.

Com o avanço das investigações, a Justiça autorizou a prisão preventiva dos suspeitos apontados como participantes diretos do crime. Um investigado de 27 anos foi localizado e preso ainda nos primeiros dias da apuração, em Pedra Preta. Posteriormente, outro suspeito, de 18 anos, foi capturado em Rondonópolis.

As buscas continuam para localizar possíveis integrantes do grupo que também participaram das agressões. A expectativa é que novas prisões ocorram à medida que a investigação avance.

O caso chamou atenção pela rapidez na identificação dos envolvidos e reforçou a importância da comunicação imediata às autoridades. A denúncia das vítimas foi decisiva para o esclarecimento dos fatos e para a adoção das medidas judiciais que resultaram nas prisões.

Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça enquanto o inquérito segue em andamento para esclarecer todos os detalhes da ocorrência e responsabilizar os envolvidos no crime de tortura em Pedra Preta, Mato Grosso.

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