Debate em MT expõe embate sobre saúde pública e gestão de hospitais

Confronto político coloca em pauta gargalos no atendimento médico, filas e a necessidade de estruturar unidades no interior mato-grossense.

Por Redação • 30/09/2026 13:19 • 8 acessos
Debate em MT expõe embate sobre saúde pública e gestão de hospitais

A gestão da saúde pública em Mato Grosso entrou no centro de um intenso debate televisivo nesta última terça-feira, reunindo propostas opostas para solucionar gargalos históricos no atendimento à população. O confronto político trouxe à tona discussões sobre a redução de filas de espera, a situação das unidades hospitalares e os rumos administrativos do setor no estado.

Durante o programa, a candidata Natasha Slhessarenko questionou o plano do adversário Wellington Fagundes para enxugar as filas de pacientes e colocou em dúvida a eficácia da divulgação oficial sobre novas unidades de saúde estaduais. Em resposta, Fagundes apontou que moradores de cidades do interior ainda enfrentam jornadas extenuantes por deslocamento para conseguir assistência médica básica e especializada.

O tema da descentralização dos serviços médicos ganhou destaque na argumentação de Fagundes, que também ressaltou lacunas na formação e na valorização dos trabalhadores da área. O candidato alegou que diversos hospitais anunciados pela administração estadual ainda devem demorar anos para entrar em pleno funcionamento, além de pontuar que a gestão atual não foi responsável pela criação da Santa Casa, cuja absorção pelo governo ocorreu devido a pressões políticas.

Em sua tréplica, Natasha destacou sua trajetória de mais de duas décadas de atuação em postos de atendimento municipais para embasar suas críticas ao modelo atual. A candidata reprovou o uso excessivo de contratos temporários e a terceirização na área, defendendo a chamada imediata de profissionais aprovados em concursos públicos e a abertura de novos editais de seleção.

O encerramento do debate contou com novas críticas de Fagundes à política de valorização do funcionalismo público, citando a ausência de reajustes salariais e de planos de carreira estruturados. Entre suas propostas para o setor, o candidato mencionou a otimização na distribuição de fármacos, a implantação de ferramentas digitais e a realização de mutirões para zerar a demanda reprimida por cirurgias eletivas.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Estadão MT e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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