Coronel defende leis de feminicídio e aponta falta de vivência em MT
Parlamentar relatou resistência de colegas no Congresso a projeto que endurece penas para assédio em quartéis e cobrou coragem de opositores.
A deputada federal Coronel Fernanda saiu em defesa da legislação específica sobre feminicídio e rebateu parlamentares contrários ao uso do termo, em declarações repercutidas no estado de Mato Grosso. Para a parlamentar, a rejeição à nomenclatura e a oposição a medidas mais severas ocorrem porque alguns políticos novatos e homens mais velhos carecem de vivência real com a violência de gênero.
Durante entrevista concedida na última semana ao Programa Tribuna, a representante federal enfatizou que a igualdade de tratamento no Congresso é fundamental para enfrentar o problema. Ela relatou ter enfrentado forte resistência de colegas legisladores ao assumir a relatoria de um projeto voltado para o aumento de punições contra assédio moral e sexual dentro de unidades militares.
A parlamentar também analisou o crescimento nos índices estatísticos de violência contra a mulher. Em sua avaliação, a alta nos registros não significa necessariamente um salto isolado nos casos, mas sim o resultado de múltiplos fatores, como a facilidade de acesso à informação pela internet, o aprimoramento das ferramentas de coleta de dados e a coragem crescente das vítimas para formalizarem denúncias.
No âmbito legislativo, a congressista lembrou os momentos de tensão ao defender penas mais rígidas no ambiente castrense, argumentando que os quartéis exigem rigor disciplinar e conduta exemplar. Diante de questionamentos de deputados contrários ao endurecimento punitivo, ela afirmou ter rechaçado as interferências e desafiado os opositores a assumirem publicamente seus votos.
Por fim, a parlamentar pontuou que a experiência pessoal com o assédio marca a trajetória de todas as mulheres e reforçou que a falta dessa percepção prática impede que determinados políticos compreendam a gravidade das agressões cotidianas. Ela concluiu destacando a necessidade de manter legislações firmes para estancar os abusos e proteger efetivamente a população feminina.















