Cattani nega feminicídio da filha em Nova Mutum, MT
Parlamentar justificou posicionamento citando o assassinato de Raquel Cattani e ponderou sobre a aplicação do termo no âmbito jurídico.
O deputado estadual reeleito Gilberto Cattani manifestou apoio ao discurso da deputada eleita Eduarda Campopiano sobre a contestação do termo feminicídio. Durante declaração pública, o parlamentar argumentou que sua filha, Raquel Cattani, não foi vítima de homicídio por ser mulher.
Raquel foi brutalmente assassinada a facadas em julho de 2024, na zona rural do município de Nova Mutum, em Mato Grosso. O processo judicial pelo crime tem como réus o ex-marido dela, Romero Xavier Mengarde, e o irmão dele, Rodrigo Xavier Mengarde.
Para fundamentar sua posição, o deputado comparou o caso de sua família com as teses defendidas pela representante de São Paulo. Segundo ele, o ato violento ocorreu exclusivamente devido ao comportamento de um ex-companheiro que não aceitava o término da relação.
Questionado especificamente sobre a tipificação penal do caso, o político fez distinções a respeito da lei. Ele pontuou que discorda da premissa de que a vítima morre unicamente pela condição de gênero, mas reconheceu o agravante legal associado ao contexto doméstico.
A discussão jurídica e política em torno da qualificação dos crimes contra mulheres ganha novos desdobramentos com o endosso de parlamentares. O debate sobre a nomenclatura e a motivação desses delitos continua repercutindo no cenário político estadual e nacional.














