Buzetti rebate Galvan e defende punição maior para feminicídio em MT

Confronto político em Mato Grosso expõe divergências sobre o combate à violência contra as mulheres e a eficácia das novas leis penais.

Por Redação • 20/08/2026 15:40 7 acessos
Buzetti rebate Galvan e defende punição maior para feminicídio em MT

A disputa pelo Senado em Mato Grosso ganhou novos contornos após um forte embate entre os candidatos Margareth Buzetti (PP) e Antônio Galvan (Avante). O atrito começou quando Buzetti reprovou publicamente as falas do concorrente sobre o combate ao feminicídio, classificando a postura como inadequada para quem pleiteia um cargo público.

A reação da candidata ocorreu depois que Galvan questionou a distinção entre homicídios de homens e mulheres, defendendo punições idênticas para ambos os casos. Em resposta, a autora do pacote Antifeminicídio apontou que ignorar a especificidade desse tipo de crime demonstra desconhecimento da realidade nacional, que registra índices elevados de assassinatos femininos diariamente.

Buzetti também refutou a tese de que dificuldades financeiras seriam a motivação central para os crimes, classificando tal justificativa como um discurso vazio e sem nexo. Para ilustrar seu argumento, mencionou ocorrências que independem de renda, como o assassinato de Raquel Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani.

Além de defender as quatro leis estruturantes aprovadas anteriormente para endurecer as penas, que podem chegar a 40 anos, a candidata enfatizou que a proteção às vítimas e a prevenção devem estar acima de discussões ideológicas ou eleitorais em Mato Grosso.

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