Apicultor de Chapada dos Guimarães colhe 100 kg de mel e planeja safra
Com apoio técnico especializado, produtor rural do distrito de Água Fria amplia apiário e planeja novos mercados para a produção na cidade.
A colheita de mel que se inicia neste mês de agosto traz expectativas renovadas para o apicultor Osvaldino Lima, morador do distrito de Água Fria, localizado em Chapada dos Guimarães. O produtor iniciou sua trajetória na atividade em 2024, quando recebeu caixas de abelhas durante uma ação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT). Apesar do ponto de partida, o primeiro ano transcorreu sem nenhuma produção de mel, cenário que mudou após a busca por suporte no sindicato rural da região.
A virada de chave ocorreu quando ele conheceu a técnica Rafaeli Gonçalves, representante da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Apicultura. Por meio de orientações mensais sobre manejo, formação de enxames e preparação para os períodos de florada, o produtor conseguiu reverter o quadro e colheu 100 quilos de mel no ano passado. Atualmente, o apiário conta com 11 caixas ativas, e o objetivo é fortalecer cada colônia para abrigar entre 50 mil e 80 mil abelhas, viabilizando o uso de até quatro melgueiras por estrutura.
O avanço na atividade também estimulou a economia local e o compartilhamento de conhecimento. Conhecido na área rural, Osvaldino passou a ser acionado por fazendeiros para realizar o resgate de enxames silvestres. O excesso de colonizações levou o apicultor a repassar excedentes para amigos, um genro e um sobrinho, incentivando novos empreendimentos familiares. Paralelamente, o estado de Mato Grosso registra relevância no setor, com dados de 2024 do IBGE apontando uma produção superior a 760 mil quilos de mel, com destaque para municípios como Barra do Garças, Canarana e Querência.
Apesar dos avanços e do caráter terapêutico que o trabalho adquiriu em sua rotina, o produtor ainda lida com obstáculos estruturais, como o beneficiamento manual por falta de centrífuga, além de preocupações com a perda de abelhas devido ao uso de defensivos agrícolas. Para superar barreiras, Osvaldino construiu uma casa de mel própria e planeja adequações para obter selos de inspeção sanitária, visando deixar a comercialização informal e alcançar novos mercados consumidores em Mato Grosso.











