Antônio Galvan perde quase metade dos votos no Senado em MT
Candidato alinhado ao bolsonarismo terminou a disputa na sexta colocação em Mato Grosso e ficou atrás de nomes ligados à base de Lula.
A disputa pelo Senado Federal em Mato Grosso nas eleições de 2026 reservou um cenário de forte retração para o ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan, filiado ao Avante. Conhecido por sua forte ligação com o bolsonarismo no estado, o candidato viu o seu capital eleitoral minguar drasticamente em comparação ao pleito anterior.
A contagem oficial dos votos revelou que Galvan obteve 169.265 sufrágios neste ano. O montante representa uma baixa de 167.738 votos em relação a 2022, quando ele havia alcançado 337.003 apoios, configurando uma desvalorização de exatos 49,8% em sua base de eleitores na cidade e região.
Com essa queda de desempenho, o representante da direita terminou a corrida eleitoral na sexta colocação geral. O resultado o colocou atrás de concorrentes alinhados politicamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a exemplo do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), que somou 411.020 votos, e do ex-governador Pedro Taques (PSB), com 224.621.
Historicamente, a trajetória do político no estado teve outro ritmo quatro anos antes, quando concorria pela legenda do PTB e garantiu o segundo lugar na disputa por uma vaga única, vencida na ocasião por Wellington Fagundes. No entanto, mesmo com duas cadeiras em disputa no cenário atual, o desempenho ficou distante dos vitoriosos Mauro Mendes, que obteve 1.187.352 votos, e José Medeiros, escolhido por 977.777 eleitores.
Durante o período de campanha em solo mato-grossense, grupos mais alinhados à direita radical tentaram articular um voto duplo casando os nomes de José Medeiros e Antônio Galvan. A manobra estratégica tinha como meta assegurar ambas as cadeiras disponíveis para o grupo político, mas a articulação falhou em mobilizar o eleitorado necessário nas urnas.















