Antonio Galvan critica penas para feminicídio em Mato Grosso
Durante entrevista na quarta-feira (19), o candidato ao Senado afirmou que a morte de mulheres e homens deve receber a mesma punição.
O candidato ao Senado por Mato Grosso, Antonio Galvan (Avante), manifestou oposição ao endurecimento das penalidades para crimes de feminicídio durante entrevista concedida na quarta-feira (19). Na ocasião, o político argumentou que a morte de uma mulher possui o mesmo peso da morte de um homem e defendeu que ambos sejam submetidos às mesmas regras punitivas.
Para Galvan, legislações que estabelecem distinções de tratamento jurídico não alcançam o resultado esperado. O candidato comparou essa dinâmica a políticas de cotas e pontuou que escrever regras diferenciadas no papel não resolve o problema da violência, ressaltando que a sociedade é composta por seres humanos que deveriam ser julgados sob os mesmos critérios.
O concorrente ao cargo legislativo enfatizou que a atuação do poder público precisa focar nas causas antecedentes que geram os conflitos. Em sua avaliação, fatores como a instabilidade econômica e a desestruturação familiar pressionam o ambiente doméstico, transformando o espaço do lar em um cenário de disputas diárias que podem evoluir para desfechos trágicos.
Questionado sobre a eficácia de punições severas, o candidato sustentou que apenas o aumento do tempo de reclusão não impede a ocorrência de crimes passionais. Ele defendeu que o trabalho estatal deve anteceder a violência, utilizando suporte psicológico para mediar crises e identificar desgastes relacionais antes que atinjam o extremo.














