Antônio Galvan critica leis específicas e aponta conflitos familiares
Pleito aborda prevenção à violência em Mato Grosso enquanto autoridades contabilizam dezenas de crimes e milhares de prisões.
O candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan, manifestou reservas em relação a leis direcionadas especificamente à proteção de determinados grupos, argumentando que a legislação não deve fazer distinções de gênero. Durante sabatina, o representante político comparou a repercussão de homicídios e feminicídios, ponderando que conflitos letais cometidos por mulheres contra homens receberiam menor visibilidade pública.
Para o postulante ao cargo legislativo, a raiz dos episódios de violência letal reside na deterioração dos laços domésticos e nas pressões de ordem financeira. Galvan sustentou que dificuldades econômicas agravam o clima de animosidade nos lares, transformando o ambiente familiar em um cenário de constantes atritos. Segundo sua avaliação, tragédias dessa natureza raramente acontecem de maneira repentina, sendo precedidas por um histórico de desentendimentos.
Como alternativa ao endurecimento punitivo, o candidato sugeriu que o poder público aposte em mecanismos preventivos, incluindo suporte psicológico e acompanhamento precoce de núcleos familiares em situação de vulnerabilidade. Na visão dele, identificar os primeiros sinais de ruptura no ambiente doméstico é a estratégia mais adequada para evitar desfechos fatais.
Em paralelo ao debate político, os registros oficiais de segurança pública em Mato Grosso revelam um cenário de forte atuação repressiva. Entre janeiro e agosto, trinta e uma mulheres perderam a vida em decorrência de crimes de gênero no estado. Além disso, uma força-tarefa policial denominada Operação Mulher Segura efetuou quase mil e cem prisões de suspeitos de agressão desde o mês de junho, com milhares de detenções em flagrante e cumprimento de mandados judiciais previstos para continuar até o final do ano.














