Hertz Dias 2026: história política e plano de governo
Candidato do PSTU, número 16, tem trajetória ligada à educação, ao movimento Hip Hop e à militância política e apresenta propostas de reestatização, mudanças trabalhistas, serviços públicos e reforma agrária
Hertz da Conceição Dias, conhecido politicamente como Hertz Dias, é o candidato do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) à Presidência da República nas Eleições 2026. Na urna, seu nome aparece como HERTZ DIAS, com o número 16.
A candidatura tem Vanessa Portugal como candidata a vice-presidente e concorre em chapa própria do PSTU. O registro da candidatura foi deferido pela Justiça Eleitoral.
O programa de governo apresentado pela candidatura tem 33 páginas e reúne propostas para áreas como economia, trabalho, indústria, serviços públicos, saúde, educação, agricultura, meio ambiente, segurança pública, direitos sociais, soberania nacional e política externa.
Entre os principais pontos estão o fim da escala 6x1, redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais sem redução salarial, revogação das reformas trabalhista e da Previdência, reestatização de empresas e setores considerados estratégicos, tributação de grandes fortunas, fortalecimento dos serviços públicos e reforma agrária.
Hertz da Conceição Dias nasceu em 20 de outubro de 1970, em São José de Ribamar, no Maranhão.
É formado em História e possui mestrado em Educação pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Atua como professor da rede pública de ensino e construiu parte de sua trajetória também ligada à cultura Hip Hop.
Sua relação com o movimento Hip Hop começou ainda na década de 1980. Segundo a biografia divulgada pelo PSTU, Hertz Dias começou no breakdance em 1984 e participou da fundação do Quilombo Urbano, movimento de Hip Hop do Maranhão, em 1989.
Também atua como MC e integrou o grupo de rap Gíria Vermelha, utilizando a produção artística como instrumento de expressão política e social.
Além da atividade como professor e artista, Hertz Dias desenvolveu sua trajetória política dentro do PSTU, partido ao qual está ligado há mais de 15 anos, segundo a biografia divulgada pela legenda.
A candidatura presidencial de 2026 não é a primeira participação de Hertz Dias em uma eleição.
Dados eleitorais disponíveis mostram que ele já disputou diferentes cargos pelo PSTU.
Em 2010, concorreu ao cargo de vice-governador do Maranhão.
Em 2018, foi candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada por Vera Lúcia, também do PSTU.
Em 2020, disputou a Prefeitura de São Luís, no Maranhão.
Em 2022, foi candidato ao Governo do Maranhão.
Na eleição municipal de 2020, Hertz Dias recebeu 2.173 votos no primeiro turno. Na disputa pelo Governo do Maranhão em 2022, obteve 5.191 votos.
Em 2026, pela primeira vez aparece como cabeça de chapa em uma eleição presidencial.
Os dados oficiais disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral identificam a candidatura com os seguintes dados: Nome na urna: HERTZ DIAS. Número: 16. Partido: PSTU — Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado. Nome completo: Hertz da Conceição Dias. Vice-presidente: Vanessa Portugal.
Os números e nomes de urna constam na página oficial do TSE dedicada às candidaturas e propostas de governo.
O TSE informa que os dados da página de planos de governo são retirados das propostas apresentadas pelas próprias candidaturas e disponibilizadas no sistema DivulgaCandContas.
O programa apresentado pelo PSTU parte de uma proposta de transformação da organização econômica e social do país.
O documento defende maior participação estatal em setores considerados estratégicos, mudanças nas relações de trabalho, ampliação dos serviços públicos e alterações na política de propriedade da terra.
A candidatura também propõe medidas específicas para combater desigualdades sociais e raciais, ampliar direitos trabalhistas e modificar políticas de segurança pública.
Um dos primeiros eixos do programa trata da soberania nacional.
A candidatura defende mudanças na relação econômica do Brasil com empresas multinacionais e grandes grupos privados.
Entre as propostas está a criação de uma empresa estatal para exploração e processamento de terras raras, sob controle dos trabalhadores.
O programa também defende o controle da chamada conta de capitais, argumentando que seria necessário impedir a saída de grandes volumes de recursos financeiros do país.
A proposta está relacionada à ideia de reduzir a dependência brasileira de capitais estrangeiros e ampliar o controle nacional sobre setores considerados estratégicos.
Um dos pontos mais amplos do programa é a proposta de estatização de empresas e setores considerados estratégicos.
A candidatura defende a Petrobras 100% estatal e propõe a expropriação de grandes empresas privadas dos setores de mineração, petróleo, energia e siderurgia.
O programa também prevê a incorporação ao patrimônio público de grandes empresas desses segmentos e a reversão de determinadas privatizações.
Entre as empresas citadas no debate público sobre o plano estão Petrobras, Vale e Embraer. A proposta é apresentada pela candidatura como parte de uma política de reindustrialização e de retomada do controle estatal sobre setores considerados estratégicos.
O programa também defende bancos públicos 100% estatais.
Além disso, prevê impedir novas privatizações de serviços e estruturas públicas consideradas essenciais.
Outro eixo econômico é a mudança na estrutura tributária.
A candidatura propõe imposto progressivo sobre grandes fortunas, incluindo uma alíquota específica para patrimônios superiores a R$ 1 bilhão.
O programa também defende o fim de benefícios fiscais destinados às grandes empresas.
Outra proposta apresentada é a suspensão do pagamento da dívida pública, como parte de uma política de redirecionamento de recursos para investimentos e serviços públicos.
Essas medidas fazem parte da estratégia econômica apresentada pelo PSTU para aumentar a participação do Estado na economia.
As relações de trabalho estão entre os principais temas do programa de Hertz Dias.
A candidatura defende o fim da escala 6x1, sem redução de salários ou direitos.
O plano estabelece a redução da jornada para 36 horas semanais, também sem redução salarial.
A proposta é apresentada como parte de uma política de redução do tempo de trabalho e ampliação do número de pessoas empregadas.
O programa também propõe a revogação das reformas trabalhista e da Previdência aprovadas nos últimos anos.
Outro ponto é o reconhecimento do vínculo empregatício dos trabalhadores que prestam serviços por meio de aplicativos.
O programa apresenta ainda uma proposta de aumento de 100% do salário mínimo, com o objetivo declarado de aproximá-lo do chamado salário mínimo necessário calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A proposta está associada à política de valorização da renda dos trabalhadores e ao aumento do poder de compra.
O plano também critica a terceirização e propõe mudanças nas regras atuais das relações de trabalho.
A candidatura defende o fortalecimento da contratação direta e a ampliação dos direitos trabalhistas.
Para trabalhadores de aplicativos, o programa prevê reconhecimento formal da relação de emprego e acesso aos direitos associados à legislação trabalhista.
A reindustrialização aparece como um dos eixos econômicos do programa.
A candidatura afirma que o país precisa ampliar sua capacidade de produção industrial e reduzir a dependência de produtos e capitais estrangeiros.
Para isso, o programa associa a política industrial à reestatização de empresas, controle público de setores estratégicos e investimento estatal.
Petróleo, mineração, energia, siderurgia e outros segmentos considerados estratégicos são tratados como áreas que deveriam ter maior participação pública.
A candidatura também defende que o desenvolvimento industrial seja direcionado para atender necessidades sociais e ampliar empregos.
Na área rural, o programa apresenta a proposta de reforma agrária.
O documento defende a ideia de “terra a quem nela trabalha” e propõe mudanças na estrutura fundiária brasileira.
Também prevê a demarcação das terras indígenas e a titulação dos territórios quilombolas.
Outra medida é o fim dos créditos públicos e dos subsídios estatais destinados ao grande agronegócio.
A candidatura também propõe recuperar áreas degradadas e proteger biomas afetados pela expansão agropecuária.
O programa apresenta ainda uma proposta de desenvolvimento de uma agricultura livre de agrotóxicos.
A candidatura relaciona a questão agrícola à produção de alimentos, à saúde da população e à preservação ambiental.
Também defende investimentos em pesquisa e desenvolvimento de alternativas para controle de pragas.
A política ambiental está associada à proposta de mudança do modelo de produção agrícola e industrial.
Entre as medidas apresentadas estão a recuperação de áreas desmatadas e de biomas degradados pelo agronegócio.
O programa também defende a demarcação de terras indígenas e a titulação de territórios quilombolas.
Outro ponto é a oposição à exploração de petróleo na Margem Equatorial.
A candidatura também propõe planos de prevenção contra enchentes e deslizamentos, especialmente em áreas consideradas de maior risco.
O programa menciona ainda sistemas de alerta e evacuação com participação das comunidades.
O plano se posiciona contra a privatização de rios e hidrovias da Amazônia.
A proposta é manter essas estruturas sob controle público e associar sua utilização a políticas de preservação ambiental e desenvolvimento regional.
Na saúde, a candidatura defende um SUS universal, gratuito e 100% estatal.
O programa propõe o fim da gestão privada de unidades e serviços públicos de saúde por meio de organizações sociais, fundações ou parcerias público-privadas.
A proposta é ampliar o investimento direto do Estado no sistema público e fortalecer a gestão estatal.
O programa também defende ampliação dos serviços de saúde e contratação de profissionais por meio do setor público.
O plano inclui a proposta de tarifa zero no transporte público estatal.
A medida é apresentada dentro de uma política mais ampla de serviços públicos e de garantia de acesso da população ao transporte.
A candidatura também defende investimentos estatais em transporte coletivo.
Na habitação, o programa propõe a construção em larga escala de moradias populares por empresas públicas de obras.
A proposta está associada à ampliação do acesso à habitação e à atuação direta do Estado na construção de unidades residenciais.
O programa também relaciona a política habitacional ao planejamento urbano e à garantia de serviços públicos.
Na educação, a candidatura defende a ampliação do ensino público e a utilização de recursos públicos diretamente nas instituições estatais.
O programa se posiciona contra a destinação de recursos públicos para grandes empresários da educação.
A proposta inclui fortalecimento das universidades e institutos públicos, além da utilização da estrutura de pesquisa nacional para desenvolver tecnologias consideradas importantes para o país.
Um exemplo apresentado no programa é o desenvolvimento de tecnologias próprias para produção de defensivos agrícolas e controle de pragas, utilizando pesquisas realizadas em universidades públicas e institutos nacionais.
Na segurança pública, o programa propõe uma mudança na estratégia de combate ao crime organizado.
A candidatura defende investigação e inteligência para atingir o patrimônio das organizações criminosas, suas fontes de financiamento e suas relações com agentes públicos, políticos, empresários e instituições financeiras.
O plano se opõe ao emprego de operações militares como principal estratégia de segurança em áreas populares.
Entre as propostas está a desmilitarização da Polícia Militar.
O programa também defende a utilização de câmeras corporais por todos os agentes de segurança.
A candidatura associa a política de segurança ao combate ao racismo, ao machismo e à LGBTfobia.
O objetivo apresentado é modificar a atuação das forças de segurança e ampliar mecanismos de controle sobre a atividade policial.
O programa dedica atenção a políticas voltadas à população negra, mulheres, povos indígenas e população LGBTQIAPN+.
A candidatura apresenta o combate ao racismo e a outras formas de discriminação como parte de sua política social.
As propostas estão associadas à defesa de igualdade de direitos e ao enfrentamento de situações de violência e discriminação.
O programa de Hertz Dias se posiciona contra novas privatizações de serviços e empresas consideradas estratégicas.
A candidatura defende a reversão de privatizações e a retomada do controle público de setores como energia, mineração, petróleo e siderurgia.
A política também alcança estruturas de transporte e infraestrutura.
Em entrevistas durante a campanha, Hertz Dias destacou a proposta de interromper privatizações de metrôs, estradas e ferrovias e reestatizar empresas consideradas estratégicas.
De maneira geral, o plano apresentado pelo PSTU para 2026 propõe uma presença muito maior do Estado na economia.
O programa combina reestatização de empresas, controle público de setores estratégicos, aumento da tributação sobre grandes fortunas, ampliação de serviços públicos e mudanças nas relações de trabalho.
A candidatura também propõe alterações na política agrícola, ambiental e de segurança pública.
As medidas fazem parte da plataforma apresentada pelo PSTU e registrada pela candidatura na Justiça Eleitoral.
A atuação política de Hertz Dias está ligada ao PSTU e aos movimentos sociais do Maranhão.
Antes da candidatura presidencial, ele participou de disputas eleitorais no estado e da eleição presidencial de 2018 como candidato a vice-presidente.
Sua atuação política também se desenvolveu junto a movimentos ligados à educação, juventude, população negra e cultura Hip Hop.
A biografia publicada pelo PSTU registra ainda sua participação no Quilombo Urbano e no grupo Gíria Vermelha.
Em 2026, o partido o escolheu para encabeçar a chapa presidencial, tendo Vanessa Portugal como candidata a vice.
O Tribunal Superior Eleitoral mantém uma página específica para os planos de governo das candidaturas à Presidência.
Segundo o próprio TSE, as informações disponibilizadas na plataforma foram retiradas das propostas apresentadas pelas candidatas e candidatos, conforme a legislação eleitoral, e estão disponíveis no sistema DivulgaCandContas.
Na relação oficial, HERTZ DIAS aparece com o número 16 e pelo PSTU.
O documento de governo da candidatura possui 33 páginas.
A consulta ao documento permite verificar as propostas apresentadas pela candidatura em sua versão registrada na Justiça Eleitoral.
Pablo Marçal chegou a apresentar pedido de registro para disputar a Presidência, mas não integra a lista final de candidaturas presidenciais confirmadas.
Em 11 de setembro de 2026, o TSE informou que indeferiu o registro da chapa formada por Pablo Marçal e Leonardo Avalanche, do PRTB.
Segundo o Tribunal, o registro foi negado por falta de comprovação da filiação partidária de Marçal ao PRTB dentro do prazo legal. O TSE também apontou ausência de condição de elegibilidade relacionada à filiação partidária.
Com a conclusão dos julgamentos, o Tribunal informou a validação de 12 chapas para a disputa presidencial de 2026. Entre elas está a chapa formada por Hertz Dias e Vanessa Portugal, pelo PSTU.
O calendário oficial das Eleições 2026 estabelece o domingo, 4 de outubro de 2026, como data do primeiro turno.
Caso seja necessário segundo turno para a Presidência da República, a votação ocorrerá no domingo, 25 de outubro de 2026.
1º turno: domingo, 4 de outubro de 2026. 2º turno, se houver: domingo, 25 de outubro de 2026. Horário: das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
No segundo turno, a votação para presidente ocorre apenas se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno.
A candidatura de Hertz Dias representa mais uma etapa de uma trajetória política iniciada no Maranhão e construída a partir da atuação como professor, militante político e integrante da cultura Hip Hop.
Depois de disputar eleições municipais e estaduais e participar da eleição presidencial de 2018 como candidato a vice-presidente, Hertz Dias aparece em 2026 como candidato à Presidência pelo PSTU.
Seu programa de governo propõe mudanças estruturais na economia e na organização do Estado, com destaque para reestatizações, fortalecimento dos serviços públicos, alterações nas leis trabalhistas, redução da jornada, reforma agrária, tributação das grandes fortunas e mudanças nas políticas de segurança, meio ambiente e educação.
Na urna, o candidato estará identificado como HERTZ DIAS, número 16, pelo PSTU.
As propostas apresentadas nesta matéria correspondem ao programa registrado pela candidatura na Justiça Eleitoral. Eventuais mudanças na legislação, no orçamento público ou na estrutura do Estado dependeriam dos procedimentos constitucionais e legais aplicáveis.















