Clariana Barão 2026: história política e plano de governo
Natural de Cuiabá, advogada e dirigente do Democracia Cristã em Mato Grosso, Clariana estreia nas urnas com o plano “Proteger Hoje, Transformar o Amanhã”.
A disputa pela Presidência da República em 2026 terá Clariana Barão, do Democracia Cristã (DC), como candidata de número 27. O nome de urna registrado no Tribunal Superior Eleitoral é CLARIANA BARAO, e a chapa tem Fabiana Torquato como candidata a vice-presidente. As informações constam na página oficial do TSE que reúne as candidaturas e os respectivos planos de governo.
Natural de Cuiabá, em Mato Grosso, Clariana Zacarkim Barão nasceu em 3 de abril de 1987. É advogada formada pelo Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), com atuação relacionada ao direito administrativo, gestão pública e causas sociais. Antes de chegar à disputa presidencial, exerceu atividades na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Várzea Grande e presidiu a Comissão de Solidariedade e Assistência Social da entidade.
A trajetória política de Clariana ganhou espaço dentro do Democracia Cristã, partido pelo qual assumiu, em 2026, a presidência do diretório estadual em Mato Grosso. A convenção nacional da legenda oficializou seu nome para a Presidência da República ao lado de Fabiana Torquato. A candidatura também representa sua primeira disputa eleitoral.
Antes da entrada na corrida presidencial, Clariana também participou de ações sociais. Em 2024, coordenou um grupo de voluntários que atuou no auxílio a vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Sua candidatura em 2026 coloca pela primeira vez seu nome em uma eleição nacional.
O plano apresentado pela candidatura tem o título “Proteger Hoje, Transformar o Amanhã” e estabelece a proteção de mulheres e crianças como eixo transversal das propostas. O documento registrado no TSE aborda economia, educação, segurança, saúde, gestão pública, infraestrutura, moradia, saneamento, meio ambiente, ciência, desenvolvimento regional e outros setores da administração federal.
A proposta está organizada em seis grandes áreas. O programa combina medidas sociais com iniciativas econômicas e administrativas e estabelece mecanismos de acompanhamento por indicadores para a execução das políticas públicas.
O primeiro eixo do programa é “Mulheres e Crianças em Primeiro Lugar”. A candidatura propõe uma rede nacional de proteção e resposta à violência, reunindo serviços de saúde, assistência social, segurança pública e Justiça.
Na primeira infância, o plano estabelece prioridade para ações relacionadas ao pré-natal, cuidado materno-infantil, nutrição, vacinação, desenvolvimento das crianças e acesso a creches.
Para as mulheres, aparecem propostas de qualificação profissional, reinserção no mercado de trabalho, empreendedorismo, acesso a crédito e ampliação da rede de cuidados. O objetivo declarado no documento é ampliar a autonomia econômica e reduzir obstáculos à participação feminina no mercado.
O programa também trata da proteção de crianças e adolescentes contra abuso e exploração, além de medidas de segurança no ambiente digital e busca ativa de crianças que estejam fora da escola.
Na área econômica, o programa apresenta o eixo “Economia: Prosperidade que Protege”. Entre as propostas estão a simplificação regulatória, digitalização de processos, abertura mais rápida de empresas e avaliação das normas existentes.
Para pequenos negócios e empreendedores, o plano prevê melhoria do crédito produtivo e das garantias, capacitação gerencial e digital e mecanismos para facilitar a participação de pequenas empresas nas compras públicas.
A infraestrutura também ocupa espaço importante. O documento aborda rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e cabotagem, além de concessões e Parcerias Público-Privadas. A proposta inclui planejamento de longo prazo e manutenção de estruturas com acompanhamento de desempenho.
O capítulo econômico ainda contempla energia, conectividade, competitividade, responsabilidade fiscal, trabalho, renda, proteção durante transições no mercado de trabalho, agropecuária, agricultura familiar e segurança alimentar.
O plano de governo também apresenta propostas para as cidades brasileiras. Na área de moradia e saneamento, a candidatura prevê ações de urbanização, regularização, habitação, saneamento básico, drenagem, iluminação pública e prevenção de desastres.
A proposta estabelece prioridade para projetos considerados maduros e para regiões com maiores déficits de infraestrutura e riscos, buscando integrar diferentes políticas urbanas.
Na mobilidade, o programa prevê transporte mais seguro e acessível, com integração entre deslocamento, emprego, saúde e educação.
Também são contemplados clima, natureza, segurança hídrica, ciência, indústria, soberania digital, desenvolvimento regional, cultura e turismo.
O capítulo dedicado à educação recebe o título “Educação: Preparar para o Futuro”. O programa começa pela primeira infância e prevê ações para melhorar as condições de aprendizagem desde os primeiros anos.
A alfabetização e a aprendizagem essencial aparecem como prioridades, acompanhadas de medidas de apoio aos professores. O plano também propõe formação baseada em evidências e valorização dos profissionais da educação.
Para as escolas, o documento aborda tecnologia, formação para o século XXI e desenvolvimento de competências necessárias para a vida profissional e social.
No ensino médio e técnico, a proposta prevê aproximação com as vocações econômicas regionais e maior conexão entre educação e mercado de trabalho. O programa também contempla ensino superior, pesquisa, inovação, educação inclusiva, cultura e esporte.
Na segurança pública, o programa apresenta o eixo “Proteger a Vida e Garantir a Liberdade com Segurança e Inteligência”.
Entre as propostas está a utilização de equipamentos tecnológicos e compartilhamento de dados para tornar as fronteiras mais integradas. O documento menciona sensores, radares e drones dentro do marco legal.
No combate ao narcotráfico e ao tráfico de armas, a estratégia apresentada prioriza inteligência e atuação contra grandes organizações criminosas, incluindo medidas voltadas ao sufocamento financeiro das facções.
Para a segurança urbana, o programa prevê utilização de dados para orientar ações policiais e políticas de prevenção. O sistema prisional também aparece entre os temas, com propostas voltadas à gestão e à redução da reincidência.
A candidatura ainda inclui medidas específicas para prevenção da violência contra mulheres e crianças e para enfrentamento de crimes cibernéticos.
O programa de Clariana Barão apresenta a saúde sob a perspectiva de cuidar antes que a doença apareça. A atenção primária é colocada como uma das principais ferramentas para ampliar a prevenção e o diagnóstico precoce.
O documento também prevê reforço das ações preventivas, inovação e avaliação científica de novas terapias e tecnologias.
Esporte e atividade física aparecem como componentes das políticas de saúde. A proposta também aborda saúde digital e ampliação do acesso aos serviços.
Outro ponto incluído no plano é a atenção à saúde mental e a prevenção do suicídio, integradas às demais políticas de cuidado.
Na administração pública, a proposta é tornar o funcionamento do Estado mais simples por meio da digitalização e da integração de serviços.
O plano prevê gestão por metas e evidências, mecanismos de integridade e transparência e um serviço público orientado à entrega de resultados.
A relação entre União, estados e municípios também é contemplada por meio do chamado federalismo de resultados. O programa defende ainda o respeito à independência dos Poderes e às regras democráticas.
Na Justiça, a proposta inclui soluções digitais e presenciais para ampliar o acesso da população e facilitar a resolução de conflitos.
O TSE aprovou o registro da chapa Clariana Barão e Fabiana Torquato em setembro. Com a conclusão do julgamento dos registros presidenciais, a Justiça Eleitoral confirmou 12 candidaturas para a disputa pela Presidência da República em 2026.
É importante destacar que Pablo Marçal, que chegou a constar entre os pedidos de candidatura, não está entre os 12 candidatos confirmados. O TSE indeferiu o registro da chapa formada por Pablo Marçal e Leonardo Avalanche, do PRTB. O tribunal informou que o pedido foi negado, entre outros fundamentos, pela ausência de comprovação da filiação partidária de Marçal ao PRTB dentro do prazo legal.
Na página oficial criada pelo TSE para reunir os planos de governo, CLARIANA BARAO aparece com o número 27 e a sigla DC — Democracia Cristã. A própria Justiça Eleitoral informa que os dados foram extraídos das propostas apresentadas formalmente pelas candidaturas e disponibilizados no sistema DivulgaCandContas.
O primeiro turno das eleições será no domingo, 4 de outubro de 2026. O segundo turno, se houver, será no domingo, 25 de outubro de 2026.
A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todas as cidades participantes do pleito.
Na eleição para presidente da República, o segundo turno ocorre somente quando nenhum candidato alcança a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno, conforme as regras eleitorais.















