Professora e policial penal são alvos de operação em Mato Grosso
Operação policial desarticula rede criminosa suspeita de introduzir ilegalmente aparelhos telefônicos para detentos mediante pagamentos em dinheiro.
A Polícia deflagrou uma operação para desmantelar um esquema de corrupção envolvendo servidores públicos suspeitos de introduzir ilegalmente aparelhos telefônicos e outros materiais em presídios de Mato Grosso. Os alvos identificados na ação foram a professora Karoliny Cardoso Viegas e o policial penal Nazil Santos Silva.
De acordo com o inquérito, que teve início em meados de 2025, as suspeitas ganharam força após a análise de dados apreendidos que revelaram transferências bancárias via Pix direcionadas à docente. Os repasses financeiros partiam de detentos, parentes ou pessoas cadastradas para visitas nas unidades prisionais.
Os levantamentos indicaram que o agente penitenciário exigia quantias que variavam entre R$ 7 mil e R$ 10 mil para cada aparelho celular entregue a membros de uma facção criminosa. Para tentar ocultar a origem do dinheiro e dificultar o rastreamento, o servidor utilizava a conta bancária da própria companheira.
As apurações apontam que ambos se aproveitavam de suas posições e do livre acesso aos estabelecimentos penais para burlar os protocolos de segurança. Enquanto a professora utilizava a circulação autorizada para transportar os itens ilícitos, o policial empregava sua função oficial com o mesmo propósito.
Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Educação esclareceu que a educadora investigada não faz mais parte do quadro de profissionais da rede estadual, tendo deixado o cargo após solicitar desligamento voluntário no mês de março.












