PM diz que ligou para foragido por feminicídio para prendê-lo em Cuiabá
Investigados descobriram a conversa em computador do suspeito e apontam que o militar só relatou o contato após ser descoberto.
Um policial militar foi interrogado na manhã desta segunda-feira (17), na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, para prestar esclarecimentos sobre ligações telefônicas mantidas com um suspeito de feminicídio. O agente envolvido afirmou que sua única intenção era capturar o foragido, enquanto a investigação aponta irregularidades na omissão do contato perante a corporação.
De acordo com os registros do caso, o crime ocorreu na frente da criança de três anos da vítima, que foi baleada na nuca. Durante as diligências conjuntas entre as forças de segurança do estado de Mato Grosso, equipes policiais acessaram o computador do investigado, onde o aplicativo de mensagens revelou interações iniciadas pelo próprio militar logo após o crime.
O delegado responsável destacou que o agente teve ciência da busca pelo suspeito e efetuou uma ligação, seguida de troca de áudios e um retorno que durou cerca de oito minutos. Contudo, o fato só chegou ao conhecimento dos comandantes após os investigadores descobrirem a conversa, gerando questionamentos sobre os procedimentos adotados pelo policial.
Em sua defesa à imprensa, o militar alegou que conhecia o suspeito por serviços de manutenção em telefones celulares e que aguardava o momento adequado para acionar sua guarnição caso o homem decidisse se entregar. A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias da conduta dentro do inquérito que investiga o feminicídio na capital.











