Câmara de Cuiabá evita racha e apoia Ilde Taques na eleição da mesa
Presidente Paula Calil explicou que decisão buscou pacificar o parlamento e negou que a gestão tenha funcionado como um anexo da prefeitura.
A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá teve uma reviravolta após o grupo liderado pela atual gestão decidir recuar na corrida pelo comando do Legislativo. A escolha de apoiar uma chapa única ocorreu para barrar o aprofundamento de divergências internas entre os parlamentares na capital de Mato Grosso.
Segundo a presidente da Casa, Paula Calil, a decisão de não seguir adiante com a candidatura alternativa de Dilemário Alencar aconteceu porque o concorrente não alcançou o patamar necessário de apoios. Diante da consolidação de quinze votos em torno do adversário Ilde Taques, a cúpula optou por aderir ao grupo majoritário.
A articulação foi sacramentada durante uma reunião matinal com os aliados antes do pleito. A dirigente justificou que o alinhamento evitou um cenário de forte polarização na cidade, priorizando a estabilidade administrativa e a construção de um ambiente corporativo mais pacífico entre os vereadores.
Durante o balanço de sua gestão à frente do parlamento estadual e municipal, a parlamentar rechaçou veementemente rótulos que classificavam o Legislativo como um apêndice da administração municipal. Ela argumentou que as deliberações ocorrem de forma coletiva no plenário, citando como exemplo a rejeição prévia de diretrizes orçamentárias.
Por fim, a liderança legislativa destacou realizações do seu período de comando, que durou quase dois anos, enfatizando medidas voltadas à economia de recursos, valorização do funcionalismo público e a criação de canais de atendimento especializado para as mulheres na estrutura da instituição.














